Concentraçom
de NÓS-UP diante do local eleitoral do PP de Compostela. PP
inimigo do galego

Na tarde da sexta-feira
16 de Maio a Assembleia Comarcal de NÓS-UP de Compostela realizou umha
concentraçom diante do local eleitoral do PP na rua do Doutor Teixeiro.
Várias dúzias de pessoas denunciárom as responsabilidades
do PP na grave situaçom do do idioma, o papel de agente espanholizador
que cumpre este partido na sociedade galega.
Antes de iniciar-se
a concentraçom @s militantes da esquerda independentista apupárom
com gritos de "assassino", "fascista" e "inimigo
da Galiza" ao ex-presidente da Junta da Galiza, Gerado Fernández
Albor, com o que coincidírom na rua quando este abandonava o local
da direita espanhola.
Durante os perto de quinze minutos que durou a concentraçom fôrom
lançadas diversas palavras de ordem como "PP inimigo do galego",
"Galiza por dignidade vota em negro", "Assassinos", "Fraga,
Aznar assassinos", "Na Galiza em galego", "Partido Popular
nunca mais".
Antes
de finalizar o acto de denúncia, quando várias veículos
da polícia espanhola e da polícia municipal se aproximavam ao
local do PP, militantes dessa organizaçom fascista tentárom
impedir infrutuosamente que a fachada da sede eleitoral fora cuberta com diversa
propaganda independentista.
A continuaçom reproduzimos integramente o documento difundido pola Unidade Popular para explicar as razons desta concentraçom com a que pretendeu chamar a atençom sobre a dramática situaçom que padece a língua do nosso país.



17 de Maio, Dia das Letras. PP inimigo do galego. Vota em negro
Chega a celebraçom
do dia da nossa língua e com ele a lavagem de cara dumhas instituiçons
que mais um ano fixérom esforços por colocar à nossa
língua a etiqueta de "perigo de extinçom".
Nos seus diagnósticos coincidem em valorizar que o galego nunca estivo
melhor (administraçom, meios de comunicaçom, ensino...) Mas
a realidade é umha outra muito diferente.
Os planos de
normalizaçom lingüística desenvolvidos pola Junta e os
Concelhos centram a sua escassa actividade na fictícia galeguizaçom
dumha administraçom na que a presença do espanhol é,
tanto na documentaçom como no uso oral, dominante. Uns meios de comunicaçom
de ínfima qualidade e escassa presença social (só na
cidade catalá de Barcelona há mais emissoras de rádio
em galego que em toda a Galiza). Umha educaçom fundamental na espanholizaçom
das crianças, imcumprindo-se até a saciedade as irrisórias
quotas de presença do nosso idioma no ensino,...
Cada ano diminui
estrepitosamente o número de falantes, só o 27% da juventude
reconhece utilizar o galego (somando monolíngües e bilingües),
reduzindo-se em quase um 40% em apenas duas geraçons. Olhando para
os graus de alfabetismo vemos que a dia de hoje numha cidade como Compostela
o 65% da populaçom reconhece nom saber escrever no seu próprio
idioma.
O prestígio
social segue a ser muito baixo, apenas há melhoras que nom sobrepassam
o simbolismo, por ser o galego a língua maioritária da classe
trabalhadora.
Segue vigente
umha diglóssia forçosa pola preponderáncia do espanhol,
sendo este o "bilingüísmo harmónico" que nos
oferecem, só um instrumento para perpetuar a imposiçom secular
dumha língua foránea.
A todo isto temos que somar a oficialidade dum galego espanholizado até
o ponto da crioulizaçom. Esta é a "realidade do castrapo"
imposta por decreto no ano 1983 e que apenas tem como objectivo a plena desapariçom
do nosso idioma como peja para o projecto imperialista da Espanha do chapapote
e a guerra.
Nega-se-nos assim
a pertença da Galiza ao ámbito lingüístico e cultural
da lusofonia, apagando a evidência de ter nascido a língua galego-portuguesa
e a sua ortografia característica no nosso território, sendo
beligerantes com a afirmaçom de que o que galegas e galegos falamos
nom é outra cousa que o idioma que no resto do mundo se conhece por
português (idioma falado actualmente por 220 milhons de pessoas).
Com este panorama
só podemos afirmar que o galego nunca estivo pior. Denunciando ante
as próximas eleiçons municipais, nom só o o cinismo de
PP ou PSOE, os quais fam gala da sua espanholidade, mas também da intelectualidade
autonomista vinculada ao BNG que nestes dias som quem de inclusive utilizar
as páginas do jornal compostelano da extrema direita "El Correo
Gallego" como altifalante, vertendo nelas opinions que na maioria das
vezes pouco discordam da versom oficial.
Na Galiza
em galego!
Por dignidade vota em negro!