Conferência sobre as conseqüências do Prestige na Universidade de Compostela, organizada por AGIR

19 de Novembro
A terça-feira 18 de Novembro celebrou-se na Faculdade de Económicas
e ADE de Compostela umha palestra em que se reflectiu sobre as conseqüências
económicas do Prestige após um ano. A conferência, organizada
por AGIR, correu a cargo do professor de Economia Aplicada J. R. Doldom Garcia.
Durante mais
dumha hora analisou-se o atentado ecológico que há um ano sofreu
a Galiza, desmontando as principais ideias-força que o Estado espanhol
utilizou durante estes meses para ocultar as verdadeiras causas da catástrofe,
além do impacto que vai ter sobre a economia galega.
A primeira destas principais ideias-força foi a de culpar do atentado um grupo obscuro de mafiosos e piratas, quando a causa é o modelo energético capitalista e os culpados as grandes empresas petroleiras com ligaçons tanto com o Governo dos EUA quanto com o espanhol.

A segunda di
respeito à negaçom da catástrofe, afirma-se que se pudo
produzir, mas a actuaçom do governo espanhol a evitou tal como se despreende
das capturas de peixe das últimas semanas que nom varia susbtancialmente
doutros anos. Para fazer frente a esta afirmaçom, Doldom utilizou os
dados do derrame do Mar Egeu. Segundo estes dados, as conseqüências
sobre o meio marinho começam a notar-se após dous anos de produzir-se
o acidente, sofrendo umha pequena descida o número de capturas neste
primeiro período de tempo que se acussa até as 22.000 toneladas
cinco e seis anos depois. Há que ter em conta que a magnitude deste
derrame é susbtancialmente inferior tanto pola quantidade de costa
atingida, como pola quantidade de fuelóleo que foi parar ao mar.
A terceira das
ideias-força é a que afirma que as ajudas concedidas solucionárom
o problema. A realidade é que as ajudas do FIDAC som concedidas com
base em demonstraçons individuais e, ao ser este um problema colectivo,
nom vam compensar as perdas no conjunto do sector pesqueiro nem a perda de
renda dos profissionais da pesca pola mais que provável descida das
capturas nos próximos anos.
A quarta refere-se
às supostas bondades do Plan Galicia. Para desmontar a última
destas ideias só fai falta dar umha vista de olhos aos orçamentos
do Estado espanhol para o ano 2004, e comprovar que nom existe nengum tipo
de trato de favor para a Galiza por parte do Estado espanhol. A Galiza receberá
em investimentos no próximo ano uns 381,88 € por habitante, cifra
superada largamente por comunidades que nom recebem o suposto trato de favor
como Aragom, Ceuta, Melilha, Astúrias, Estremadura, etc, ocupando Galiza
o posto número 12 no que a investimentos di respeito.
Ao acto assistírom trinta pessoas.