COMUNICADO
NACIONAL DE IMPRENSA DE NÓS-Unidade Popular
Espanha, NUNCA MAIS. PRESTIGE: Espanha culpável
Detido
em Silheda Joam Peres, membro da direcçom nacional de Nós-Unidade
Popular, numha concentraçom de protesto ante as autoridades espanholas
Hoje,
às 11'00h, realizava-se umha concentraçom de protesto, dentro
das mobilizaçons realizadas com motivo da maré negra provocada
pola catástrofe do Prestige, em Silheda, aproveitando a presência
nesta vila de diversas autoridades espanholas e autonómicas (Ministro
Álvarez Cascos, o Presidente da Junta Manuel Fraga, conselheiro Cuinha,
vários alcaides, etc...), para inaugurar um tramo da autoestrada Compostela-Lalim.
No transcurso de dito acto, foi detido, logo dumha violenta carga policial,
Joam Peres, membro da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular,
que nestes momentos está detido em Lalim, e que sofre diversas feridas
e hematomas por causa dos golpes e maus tratos recebidos durante a sua detençom.
Um forte cordom policial, com vários filtros de seguridade ao redor
da vila de Silheda, e no lugar onde se celebraria a inauguraçom da
autoestrada, recebia às pessoas que acodiam ao chamado da Plataforma
Nunca Mais. Polícias nacionais, do corpo autonómico e mesmo
Guardia Civil, aguardavam, aguardavam desafiantes e amenazantes aos manifestantes.
Num momento do acto de protesto, produziu-se umha violenta carga policial,
que provocou numerosos feridos e contusionados, e na que resultou detido finalmente
Joam Peres, membro da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular,
e responsável da Área de Trabalho Anti-Repressivo desta organizaçom.
As primeiras informaçons que nos chegam, resaltam o facto de Joam Peres
apresentar numerosas feridas e hematomas, por mor dos golpes, da paliza, recebida
durante a sua detençom. Nestes momentos, acha-se detido em Lalim, e
ainda nom se conhece se vai ser libertado hoje polas forças de ocupaçom
espanholas ou nom.
Mais umha vez, Espanha, o Governo espanhol, o Partido Popular, resposta da
única forma que saber fazer, da única forma que respostou sempre
a direita espanhola, às justas e legítimas reclamaçons
e reivindicaçons do nosso povo: com a repressom, a violência
e a brutalidade.
Agachados tras centos de polícias, gardas civis, e gardacostas, Cascos,
Fraga, Cuinha, e o resto da classe política espanhola, culpável
e responsável directa da maré negra provocada polo Prestige,
e que representa hoje a maior crise nacional da Galiza, devem saber que nom
nos amedrentarám com as suas acçons e com a sua repressom. Devem
saber que Galiza seguirá berrando, alto e forte, NUNCA MAIS. Porque
hoje, nestas mais dum mês que levamos sofrendo a maré negra,
ficou patente que ESPANHA É A NOSSA RUINA.
Desde aqui queremos fazer um chamamento a todas as organizaçons sociais,
sindicais, políticas, etc... do país para seguir adiante nas
mobilizaçons, e para que se interessem pola situaçom do nosso
companheiro, Joam Peres, activo militante na mobilizaçom cidadá
criada ante a catástrofe do Prestige, e mostrem publicamente a sua
solidariedade.