Solidariedade de NÓS-Unidade Popular com os três sindicalistas da CIG de Lugo

19 de Fevereiro de 2004

A organizaçom unitária independentista fijo pública nos últimos dias a sua solidariedade com os três sindicalistas lugueses da CIG represaliados pola Justiça espanhola por exercerem actividade sindical na jornada de greve de 20 de Junho de 2002. A seguir reproduzimos o comunicado de NÓS-UP:

Solidariedade com os três sindicalistas da CIG de Lugo

NÓS-Unidade Popular manifesta a sua total solidariedade com o Secretário Geral da Federaçom do Metal de Lugo, José Guilherme Rei Rouco, e com José Luís Trigo Cruzado e José Mendes Torres, filiados da CIG de Lugo, que venhem de ser condenados a umha pena de três anos e seis meses de prisom a seis anos e um mês, além de multas que superam os 11.400 euros, por exercerem os seus direitos sindicais num piquete informativo na greve geral do 20 de Junho de 2002.

A sentença ditada pola magistrada Rocío González Boñar, do Julgado do Penal nº 2 de Lugo, em que se condena os três sindicalistas por "delito contra direitos dos trabalhadores, danos, atentado contra a autoridade, lesons e maus tratos", tem um evidente conteúdo político de castigo exemplarizante contra a luita d@s trabalhadoras/es. Com esta sentença, Rocío González Boñar procura dissuadir o movimento operário de exercer os seus direitos de greve e liberdade de expressom, e manifesta a conivência do poder judicial com os interesses da patronal e a burguesia.

O julgamento foi umha autêntica montagem contra as expressons de combatividade sindical e um aviso ao sindicalismo nacionalista e de classe de que o poder judicial apoia a actual ofensiva contra os direitos e conquistas operárias que está levando a cabo o capital.

A Justiça espanhola manifesta sem ambigüidades a sua natureza de classe apoiando sem reservas Eduardo Fernández Palacios, proprietário do pub Ruada, sito na rua Amor Meilám 10 de Lugo, que mantinha aberto o seu estabelecimento em 20 de Junho de 2002 num claro desafio e atitude provocadora contra a massiva greve geral que paralisou a Galiza contra a reforma laboral que pretendia aplicar o PP.

Resulta paradoxal como se aplica com sanha duríssimas condenas aos sindicalistas que defendem coerentemente os interesses da clase trabalhadora e se permite que a prática totalidade dos empresários vulnerem com absoluta impunidade a legislaçom vigorante em matéria de contratos e segurança no trabalho. A imensa maioria dos empresários teriam que estar presos por obrigar os/as assalariad@s a realizar jornadas laborais superiores às que se registam nos contratos, por pagar menos do que reflictem as nóminas, por abusos permanentes contra os direitos laborais, por nom cumprir as leis de segurança e higiene no trabalho, por descriminar as mulheres.

NÓS-UP apela ao sindicalismo nacionalista e de classe a nom ceder perante estas agressons e a impulsionar a luita organizada das trabalhadoras e trabalhadores galeg@s contra o desemprego, a precariedade, os acidentes laborais, os baixos salários, e todas as formas da exploraçom capitalista.

O mundo do trabalho de Lugo e do conjunto da Galiza nom pode ficar impassível contra este brutal ataque contra o sindicalismo e o direito à greve, liberdade de expressom e manifestaçom da classe operária galega.

 

Voltar à página principal