Novo título da Abrente Editora: Pequeno manual de guerrilha urbana, de Carlos Marighella

3 de Março de 2004

Dentro da colecçom Documentos e Textos Políticos, a Abrente Editora, estrutural editorial do nosso partido, apresenta o clássico do militante comunista brasileiro Carlos Marighella.

Marighella nasce em Salvador de Bahia, no Brasil, em 5 de Dezembro de 1911. Aos 18 anos inicia a sua militáncia no Partido Comunista, que fora criado em 1922. Em 1932 ingressará pola primeira vez em prissom. Em 1945 é eleito deputado federal constituinte polo Estado de Bahia, fazendo parte da bancada comunista. Em 1948 passará à clandestinidade, nom voltando nunca mais à vida legal até o seu assassinato, a maos da polícia, em 4 de Novembro de 1969. Em 1967, logo de ter abandonado o PCB, criticando o seu imobilismo e a sua política de moderaçom e subordinaçom à burguesia, e defendendo que ninguém precisa de pedir licença para praticar actos revolucionários, fundará a Acçom Libertadora Nacional (ALN), organizaçom armada que desenvolverá diversas acçons contra a ditadura militar.

Nom só desenvolveu durante a sua vida um intenso labor político práctico, como também prestou atençom à formaçom teórica, escrevendo diversas obras, para além da que agora Abrente Editora publica: "Problemas e princípios de estratégia", "Sobre a funçom orgánica da violência revolucionária", "Sobre a guerrilha rural", "Tácticas e operaçons guerrilheiras", "Questons de organizaçom" , etc...

O Manual do Guerrilheiro Urbano, que agora se publica pola vez primeira na Galiza, marcou os movimentos revolucionários guerrilheiros da década de sessenta e setenta, sendo traduzido a diversas línguas, e chegando a sua influência da América Latina até a Europa, África ou os países árabes.

Apresenta Marighella umha análise completa e detalhada da actividade de umha organizaçom guerrilheira na cidade, prestando atençom a diversos aspectos fundamentais para o sucesso das suas acçons.

A sua reflexom sobre a "violência" e o "terrorismo" é de plena actualidade, tendo em conta a actividade da resistência patriótica e antiimperialista no Iraque, mas aplicável a outras muitas latitudes: "Hoje, ser "violento" ou um "terrorista" é umha qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada, porque é um acto digno de um revolucionário engajado na luita armada contra a vergonhosa ditadura militar e suas atrocidades".


Voltar à página principal