Ferrol galego e de esquerdas vota em negro

O Concelho de Ferrol já foi governado por todas as forças representantes do sistema capitalista, espanhol e patriarcal que padecemos. PP, PSOE, BNG, IU, IF,... todos eles tivérom ocasiom de levar à prática a sua política na nossa cidade.

- Uns dim ser "centristas" e até "galeguistas", ou entom "ferrolanistas". É o caso de PP e IF, que na sua prática à frente do Concelho desenvolvêrom umha política reaccionária, apoiando a especulaçom imobiliária e as empresas que destruem a natureza da comarca, as mesmas que financiam as suas campanhas eleitorais. Defendêrom abertamente o seu passado franquista e actuárom como tais mantendo a simbologia fascista nas nossas ruas. Negárom-se a utilizar e menos ainda fomentar o idioma do nosso país, o galego, desde o Governo municipal. Além disso, os seus líderes, como Juan Fernández, som patrons empresariais que nom pagam aos seus empregados e empregadas, delinqüentes envolvidos em fraudes financeiras várias, e que por isso apoiam a precarizaçom do mercado laboral.

- Também PSOE e IU governárom coligados o Concelho de Ferrol, demonstrando a podrémia reformista que agacham essas siglas, e desenvolvendo umha política antigalega e traidora à classe operária que em nada os diferenciou da direita espanhola. Porque ambas, PSOE e IU, também som espanholas, a actuam como tais na nossa naçom. No plano social, apoiárom privatizaçons e evitárom qualquer compromisso sério com as classes populares e as mulheres, enquanto o governo espanhol do PSOE golpeava @s trabalhadores e trabalhadoras da comarca. Os seus concelheiros espanhol-falantes desprezárom e desprezam o galego.

- Por último, o BNG, que se apresentou como alternativa nacionalista galega, foi para muitos ferrolanos e ferrolanas a grande decepçom dos últimos quatro anos. A esquerda independentista já entom alertou sobre a perigosa deriva do Bloque, que nom tivo escrúpulos em coligar-se com os corruptos do PSOE para governar, renunciando aos seus compromissos eleitorais. Nem representou umha outra forma de governar, nem possibilitou umha mudança qualitativa para a participaçom cidadá na gestom municipal. Nom questionou as privatizaçons, nem rejeitou a custosa e contaminante gestom do lixo de SOGAMA, como prometera. Aprovou o financiamento de entidades integristas como as que organizam a "Semana Santa", enquanto o tecido associativo popular comprometido com o país careceu do apoio necessário.Jaime Velho tampouco perdeu oportunidade de compartir mesa com militares do franquista exército espanhol Em matéria lingüística, nom passou de gestos simbólicos que nom afectárom à hegemonia do espanhol. Em definitivo, o BNG mostrou-se inequivocamente como umha formaçom integrada e defensora do antidemocrático sistema constitucional espanhol e nom dos interesses populares e nacionais da Galiza.

Ao quadro anterior devemos acrescentar a crise socioambiental do Prestige e a guerra imperialista contra o Iraque nos últimos meses. Som conhecidas as responsabilidades políticas e penais do PP, que o invalidam como opçom eleitoral para qualquer galego minimamente consciente. Porém, o certo é que PSOE, BNG e IU dirigírom o movimento de repulsa popular com superficialidade eleitoralista, desvinculando a agressom do Prestige da problemática derivada da falta de soberania nacional do povo galego e evitando denunciar o capitalismo como origem tanto das marés negras como das guerras de rapina.

Num contexto como o actual, é necessário que todas as forças comprometidas com o sistema actual, com a dependência da Galiza e o caos capitalista, saibam que existe um sector importante da populaçom que denuncia as verdadeiras raízes dos graves problemas que padecemos.

O voto em negro é um voto de denúncia contra o capitalismo espanhol que condena a Galiza a desaparecer como povo. É um voto consciente que na nossa cidade mostrará que existe um Ferrol galego e de esquerdas.

Com Espanha, Nunca Mais!
Vota em negro!


Ferrol, Maio de 2003




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