NÓS-UP
analisou a crise do Prestige na Corunha
Perto de quarenta
pessoas assistirom a umha palestra organizada por NÓS-UP na Corunha,
na que participárom o biólogo Pedro Alonso Igrejas, o artista
Xurxo Souto e o membro da Direcçom Nacional da Unidade Popular Bruno
Lôpez Teixeiro.
O acto, que estivo conduzido por Afonso Mêndez, transcorreu numha tónica
de reconhecimento das altas cotas de convocatória que tiverom todos
os actos de protesto contra as marés negras, mas de crítica
a respeito da orientaçom que estivo a tomar o movimento de massas Nunca
Mais em quanto à filosofia de acçom da Plataforma, supeditada,
segundo coincidirom em assinalar tanto Bruno López como Pedro Alonso,
à estrategia reformista e eleitoralista do BNG. Todos os conferencistas
coincidirom em discrepar da oportunidade da manifestaçom convocada
para o dia 4, tendo em conta a proximidade da apertura oficial da campanha
eleitoral, mas incidindo também na necessidade de que, umha vez convocada,
esta tenha sucesso. Também os três conferencistas coincidirom
na necessidade de convocar umha greve geral.
Xurxo Souto foi o primeiro em intervir, denunciando a falta de sensibilidade do poder político perante as mobilizaçons e as mentiras que se estám a divulgar a nível mediático sobre a suposta recuperaçom das costas. Assinalou como elementos positivos a auto-organizaçom popular, o carácter massivo das mobilizaçons e o valor simbólico de acontecimentos como a manifestaçom das malas na Corunha, ou de imagens como a da gente do mar recolhendo fuelóleo com peneiras, ranhos e outros instrumentos de trabalho tradicionais, que recobravam nesse acto umha nova dignidade.
Pedro Alonso falou da falta total de informaçom sobre a quantidade de fuelóleo que aínda está alojado no mar e sobre a incidência deste na cadeia alimentar, das mentiras que se difundem a travês das iniciativas para potenciar o turismo, que dessenham um panorama de praias limpas, mas que ocultam que aínda há veneno nas rochas, na areia e nos fundos marinhos, e do perigoso giro reformista que está a tomar o discurso de Nunca Mais, muitas vezes convergente com a política de infra-estruturas implementada polo capitalismo espanhol a travês do "Plan Galicia", pondo como um exemplo claro o facto de ao final da manifestaçom de Cee alguns oradores tenham reivindicado umha auto-via para a Costa da Morte. Também se referiu às declaraçons de Fraga nas que o mandatário autonómico falava da catástrofe do Prestige como de umha lotaria, dizendo que com efecto o Prestige supugera umha lotaria, mas para os caciques que especulam com as ajudas e as medidas de choque.
Bruno López
Teixeiro realizou umha intervençom mais política, na que assinalou
que NÓS-UP foi a única força política que reclamara
desde o princípio responsabilidades penais para os culpáveis,
logrando desde um princípio introduzir a nível das massas palavras
de ordem como "Ilegalizar o Partido Popular", o qual provava que
umha boa parte da sociedade galega tinha umha percepçom da crise que
ia muito por diante das reivindicaçons de Nunca Mais. Também
denunciou a marginalizaçom da esquerda independentista neste movimento
propiciada polo veto que sobre NÓS-UP, AGIR e AMI exerceu o Bloco junto
com as suas organizaçons satélites. Fijo um apelo ao voto em
negro, opçom que promove NÓS-UP para denunciar o crime de estado
que se cometeu com o povo galego e para desmarcar-se de todo o reformismo
que defende que a soluçom a esta crise passa pola alternáncia
política.