Prestige:
atentado terrorista contra a Galiza
O passado 13 de Novembro, o nosso país sofria mais umha vez, e como vem sucedendo ciclicamente, o início dumha terrível catástrofe ecológica e sócio-laboral, cujos trágicos resultados finais ainda desconhecemos nesta altura, que se poderia ter evitado ou reduzido à mínima expressom se as autoridades tivessem agido correctamente.
Das quase cinqüenta
grandes marés negras por derramamento de petróleo e derivados
às águas do mundo nos últimos 25 anos, mais do 10% produzírom-se
na Galiza. A última em 1992 causada polo petroleiro Mar Egeu, o qual
derramou 79.000 toneladas de crude, contaminando 200 km das nossas costas.
Dez anos depois a história repete-se. Um novo desastre que acelera
a destruiçom do já depauperado litoral galego, um dos principais
esteios económicos da nossa naçom, condena a dezenas de milhares
de trabalhadoras/es ao desemprego, à miséria das ajudas e/ou
à emigraçom.
Assinalamos ao Governo espanhol como responsável ante a sua inicial
passividade e posterior lentidom em agir, e a sua actual descoordenaçom
e carência de meios e materiais para combater tragédias como
esta.
Um Governo que nom conta com barcos de limpeza no caso de umha catástrofe
de estas dimensons, mas gasta um 20% do orçamento de I+D, mais de 72
milhons de euros, no recente acidentado aviom de combate Eurofighter.
Mentres o Vice-Presidente do Governo Espanhol, continua a mentir, ainda há dias assegurava que as manchas de petróleo nom entrariam na Ria de Arousa, enquanto Fraga mantém um silêncio eloquente e censura os meios de comunicaçom públicos, o Povo Trabalhador Galego combate com as suas próprias maos, com as suas ferramentas de trabalho a maré negra. Ainda nom há roupas de água, máscaras, luvas, botas, contentores, barcos, camions, para recolher, armazenar e transportar o fuel-óleo. Um povo que deve tomar boa nota do que está a acontecer nestes dias ante os nossos olhos, se quigermos evitar que os espanhóis e os galego-espanhóis continuem espoliando e destruindo o nosso país. De nom ser assim, novos Erkowit, Polycommander, Urquiola, Andros Patria, Casón, Mar Egeu, e novos Prestige voltarám periodicamente a lembrar-nos o preço que o capitalismo e a dependência imponhem à Galiza.
A actual catástrofe
nom pode ficar impune, é hora de exigir responsabilidades políticas,
de exigir a demissom das autoridades responsáveis (Governo espanhol,
Junta da Galiza, delegado do Governo), de mobilizar-se mediante a convocatória
dumha greve geral, e de dar os passos necessários para solicitar nos
organismos internacionais a prisom para tod@s eles/as por crimes de lesa humanidade.