Joám
Peres detido pola Guardia Civil
Silheda: um novo capítulo na luita contra o capitalismo
espanhol
Um forte dispositivo
de unidades de intervençom da Guardia Civil impedírom que dezenas
de manifestantes poidessem fazer chegar a indignaçom colectiva do povo
trabalhador galego ao acto de inauguraçom do tramo de auto-estrada
Compostela-Silheda. Cum importante cordom as forças de ocupaçom
impossibilitárom que entre 125 e 150 pessoas, convocadas pola Plataforma
Nunca Mais, se aproximassem à carpa onde o ministro espanhol de Fomento
Francisco Álvarez Cascos, o presidente da Junta da Galiza Manuel Fraga,
o Conselheiro de Obras Públicas José Cuinha, e outras autoridades,
realizavam o acto institucional.
@s
manifestantes dificultárom o acesso a este acto a todos aqueles cargos
públicos do PP, (presidentes de cámaras municipais, concelheir@s,
diversas autoridades e empresários), assim como a militantes da direita
espanhola e sectores populares mobilizados polo aparelho de dominaçom
do neofascismo. Durante os incidentes, elementos fascistas como Armando Blanco,
alcaide da localidade de Téu, próxima a Compostela, foi insultado,
resultando literalmente coa cara cuspida e o fato estragado.
A esquerda independentista
como vem sendo habitual em todas as mobilizaçons contra o terrorismo
provocado polo Prestige tinha umha destacada presença. Umha vez mais
a participaçom de NÓS-Unidade Popular voltou a por nervoso ao
aparelho burocrático do autonomismo. Concelheiros do BNG de Lalim como
Francisco Vilarinho, ou de Silheda e A Estrada, voltárom a cumprir
o papel de sipaios colaborando coas forças de ocupaçom na identificaçom
da militáncia independentista, ou realizando declaraçons criminalizadoras
nas emissoras de rádio da comarca na que tildárom de "provocadores
ao serviço do PP", "radicais violentos", etc, a decidida
presença da esquerda patriótica nas mobilizaçons populares
de condena dos responsáveis políticos da catástrofe.
Posteriormente a estes incidentes a burocracia do BNG abandonou a concentraçom
de protesto entre gritos de "Espanha é a nossa ruína",
"Fora as forças de ocupaçom", "A Guardia Civil
tortura e assassina".

Durante os incidentes
vários militantes de Nós-UP fôrom golpeados pola Guardia
Civil, sendo detido Joám Peres Lourenço, membro da Direcçom
Nacional da organizaçom unitária da esquerda independentista,
após ter sofrido umha forte malheira, tal como se pode observar nalgumha
das fotografias que juntamos. Transladado à "Casa-Quartel"
de Silheda, onde a pressom d@s amig@s e companheir@s de organizaçom
lográrom que fosse conduzido ao ambulatório dessa localidade,
embora a médica de guarda, -mulher dum "policia nacional",
nom realizou a exploraçom médica co rigor necessário,
foi levado ao Julgado de Lalim às 16.30 horas. Depois de prestar declaraçom
foi posto em liberdade provisória, tendo que ir ao julgados cada duas
semanas até a celebraçom do juízo. Esta acusado de "desordes
públicos" e "atentado à autoridade".
Durante o percorrido desde o ponto da sua detençom até as instalaçons
da instituiçom militar sofreu diversas torturas psicológicas
pola Guardia Civil, que o ameaçou de levá-lo ao monte para dar-lhe
umha malheira , de violá-lo introduzindo umha "porra" polo
cú, etc.
Umha vez mais constatamos como o capitalismo espanhol necessita de utilizar
a violência para poder neutralizar os protestos populares, sofremos
nas nossas carnes a repressom do PP, comprovamos como o autonomismo só
pretende instrumentalizar eleitoralmente o movimento de massas que solicita
imediatas soluçons à catástrofe e responsabilidades políticas
e penais, vaziando-o de todo conteúdo de libertaçom nacional
e social de género.

Nem um só passo atrás. Contra o terrorismo do PP-PSOE, polo desmascaramento do colaboracionismo autonomista. Adiante coa resistência nacional e popular.