Fraga: demissom, por misógeno, fascista e terrorista

Pronunciamento de NÓS-Unidade Popular ante as inapresentáveis declaraçons do ex-ministro franquista Manuel Fraga Iribarne

Ante as declaraçons do ex-ministro franquista, e actual Presidente da Junta de Galiza, Manuel Fraga, comparando e igualando o amor livre, as parelhas de facto "ainda que sejam do mesmo sexo", e o aborto "sem condiçons" com os abusos sexuais, para tratar assi de defender e apoiar ao alcaide de Toques, Jesus Ares Vasques, NÓS-Unidade Popular solicita a imediata demissom de Manuel Fraga, que nom pode permanecer nem um minuto mais no seu cargo ante um ataque dessas dimensons contra a liberdade das mulheres e contra a democracia e os direitos humanos.

Assim mesmo, exige umha imediata condena dessas declaraçons e do seu autor por parte do seu partido, o Partido Popular, e por parte dos seus dirigentes, nomeadamente Mariano Rajoi.

O Partido Popular e os seus membros carecem de legitimidade para falar de democracia, de liberdades, de direitos humanos, de denúncia do terrorismo se as declaraçons de Manuel Fraga representam o sentir dessa organizaçom.

Os abusos sexuais, que som um caso mais de violência contra as mulheres, de terrorismo sexual machista e patriarcal contra as mulheres, devem ser condenados sem paliativos. O silêncio, a negativa a pronunciar-se, o apoio aos delinqüentes sexuais, converte o PP em cúmplices dos violentos, dos misógenos, dos terroristas sexuais.

Enquanto vemos como ano após ano, mês após mês, aumentam os casos de violência de género contras as mulheres, como aumenta o número de mulheres mortas a maos de homes, e como as autoridades nom mostram mais que a sua face mais hipócrita, sem actuaçons claras e decididas que ponham freio a essa brutal conta de vítimas, as declaraçons de Manuel Fraga nom fam mais que lembrar aos agressores que umha parte da sociedade está com eles, apoia-os, desculpa-os, escusa-os: os fascistas, os machistas, os misógenos.

Igual que no caso do ex-alcaide de Ponferrada, Ismael Alvares, condenado por um delito de assédio sexual, o Partido Popular está a cerrar fileiras em apoio do agressor. NÓS-Unidade Popular fai um chamado para denunciar com clareza e sem ambigüidades estes factos, e a cerrar fileiras com as vitimas da violência de género e os abusos sexuais.


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