Da crise no Comité Central da UPG em 1976 à cisom da FPG em 1989 (PARTE PRIMEIRA)

Luís Gonçález Blasco ”Foz” foi co-fundador da UPG e é um histórico militante independentista.

 

In memoriam, Para Gaël que aparece na capa do número 2 de Galiza Ceive levando a faixa.

 

 

1. JUSTIFICAÇOM E AGRADECIMENTOS

O independentismo galego é um movimento relativamente novo –se o compararmos com o das outras naçons submetidas a dominaçom espanhola, tam novo que ainda nom conseguiu umha estabilidade organizativa importante e unitária. Vou fazer algo de história de umha parte deste processo em que participei como actor. Esta participaçom vai condicionar o meu trabalho e, como é natural, as opinions que nel aparecerem e as eivas e insuficiências que tiver som da minha exclusiva responsabilidade. Em alguns casos, excederei-me dos limites temporais que me tenho marcados por considerar que a história é um continuum em que nem sempre se podem fazer cortes mecánicos; além disso, julgo que é bom fazer algumhas dessas referências, pois o presente tem as suas raízes no passado e seria bom que aprendêssemos del para nom repetirmos constantemente os mesmos erros.

Também deverei tocar, mesmo tangencialmente, processos em que tivem pouco ou nada a ver mas cujo estudo é necessário para a compreensom de todo o processo do independentismo nesses anos; a minha perspectiva nom será, forçosamente, a mesma que na outra parte do trabalho, e seria bom que gentes que os vivêrom desde o interior achegassem também o seu ponto de vista. Igualmente pido desculpas polos erros e lacunas que puder haver nessas (e nas outras) partes do meu contributo.

Por último, quero agradecer ao Carlos Morais ter-me proporcionado o acesso a umha valiosa documentaçom; e à Marisa Garcia Pasim, Iago Santos Castroviejo e Ramom Muntxaraz nom apenas proporcionar-me umha documentaçom bem valiosa, mas também uns testemunhos pessoais que me fôrom de grande utilidade.

 

2. PRECEDENTES

Curiosamente os primeiros intentos de formulaçom do independentismo galego dam-se na emigraçom: A Sociedade Nazonalista Pondal em Buenos Aires e o Comité Revolucionario Arredista Galego em Cuba; possivelmente isto nom seja umha curiosidade, já que fenómenos deste tipo ocorrem com outras naçons sendo freqüente que o afastamento da pátria agudize o sentimento nacional das pessoas. Na Galiza anterior a 1936 o independentismo nom passa, as mais das vezes, de ser umha anedota individual. A Vangarda Nazonalista Galega de Álvaro de las Casas só publicou, em 25 de Julho de 1933, um número do seu vozeiro Máis! e nom se conhecem actividades suas posteriores a 1934. Importante foi a tendência independentista liderada, entre outros, por José Velo e Celso Emílio Ferreiro, dentro da Federación de Mocedades Galeguistas que, em tanto que organizaçom, nom se decanta pola independência.

 

3. O INDEPENDENTISMO MODERNO

 

3.1 A UNIÓN DO POVO GALEGO (LIÑA PROLETÁRIA)

Na UPG (l-p) vam confluir quatro sectores que podemos classificar da seguinte maneira:

1.Militantes expulsos e cindidos da UPG durante os anos 76-77.

2.O que poderíamos chamar grupo de Ferrín.

3.Sectores do proletariado viguês que procedentes da Organización Obreira ou afins a ela nom quigérom seguir esta no seu evoluir para o espanholismo da OMLE e os GRAPO.

4.Um grupo que retorna do exílio: Luís Soto; Fernando Pereira; Francisco Xavier Vilhaverde, o Tupa; Silva e outros.

 

3.1.1 Desde a expulsom de “Pepiño” e Crego até a apariçom da UPG (l-p)

A história começa em 7 de Novembro de 1976. Nesse dia, o Comité Central da UPG destitui de todos os seus cargos Xosé González, “Pepiño”, excluindo-o da organizaçom. Apesar da determinaçom do CC, Xosé González ainda nom quer abandonar a organizaçom e três dias depois escreve a Paco Rodríguez, explicando a sua situaçom pessoal que -reconhece- pudo levá-lo a cometer umha série de erros polo que está disposto a fazer umha autocrítica e corrigi-los. A carta de “Pepiño” é um documento estremecedor, é a carta de umha pessoa que vê derrubar-se todo o seu mundo político-ideológico-pessoal e trata ainda de recuperá-lo como for, esta carta nunca foi contestada mas si utilizada por F. Rodríguez que a ensinou a bastante gente para desacreditar “Pepiño”.

Muito diferente é a segunda carta, datada em Vigo a 22 de Janeiro de 77, de “Pepiño” a Paco Rodríguez. O expulso nega todos os cargos e manifesta-se disposto a luitar -com outros- em contra da direcçom da UPG; o mesmo encabeçado muda de Estimado Paco a Sr. Paco. Nesta carta Paco é considerado um inimigo de classe assi como o resto dos membros da direcçom que foi tomada pola pequena-burguesia e está disposta a jogar o jogo dos reformistas espanhóis; reproduzo um fragmento da carta para que se observe o novo espírito de luita, completamente ausente da primeira:

Como fun mínimamente consecuente e inda o sigo sendo, evitéi unha escisión no seo da UPG. Pro oxe ante as insistencias dalgunhos militantes pra que abandone a miña actitude de “reprochable silencio”, dentro das miñas posibilidás daréi cumprida resposta a aquelas preguntas que anden á percura dunha actitude crítica como da verdade dos feitos, e da fiabilidades que me merecedes algunhos de vós.

Mais adiante insiste, desvelando, além disso, quem deveu ser o que mais o animou a dar a batalha:

Con humildade pro con verdadeiro sentido crítico incorporaréime ó mn-pg, do xeito que poida. Neste senso Vicente fará o mesmo. Cecáis impulsado por íl, fundamentalmente, abandono o mutismo no que estaba metido. Abandono o meu silencio levado polos azos revolucionarios dunha persoa que foi acusada de ser marioneta miña —¡cada vez que me acordo diso!— e que en cámbio foi o único solidario conmigo e o único que soupo ver cál era o verdadeiro problema. Habia outro que poido ter feito o mesmo, pro entroques os que xogachedes con íl, valéndose da súa falla de persoalidade e da súa debilidade, nono fixo. Nin siquera se revolvéu contra de vós cando o humilláchedes.

Desta vez é el quem vai mostrar a carta a aqueles a quenes lles ensinaches a miña primeira.

A raiz deste acontecimento, e em vista do novo rumo que vai tomando a UPG sob a direcçom do seu novo CC [1] , grupos de militantes e de ex-militantes da UPG (entre os quais figuram: Antom Bértolo Losada, infelizmente falecido no ano passado; Luís Soto que fai várias viagens desde México; os próprios “Pepiño” e Crego; Xerardo Rodríguez Árias, o “Aviador”; Manuel Pousada Cubelo; Francisco Xavier Vilhaverde, o”Tupa”; Iago Santos Castroviejo; as irmás Marisa e Nevo Álvarez Santamarina; “Pilocha”; alguns trabalhadores da Citroën, entre eles Pituco que cantava n’A Roda; Marisa Garcia Passim; e alguns mais) começa a fazer umha série de reunions, inicialmente locais e mais tarde nacionais, e a elaborar documentos com o propósito de rectificarem, desde dentro, o rumo da organizaçom. Inicialmente estes grupos nom estám coordenados a nível nacional, funcionam apenas a nível local. Porém, entre os grupos 1º, 3º, e 4º rapidamente se estabelece o contacto e começam a funcionar como umha fracçom dentro e fora da UPG.

Este movimento incrementará-se com a apariçom dos Canles [2] números 9 e 10.

No Canle 9 há constantes referências ao Canle 8 (possivelmente do ano 74, ou mesmo do 73). Este Canle insiste umha e outra vez na necessária proletarizaçom da organizaçom. Vou citar a primeira e a última das suas conclusons:

1.- É necesario manter firmemente, por parte da Organización, a loita ideolóxica contra da tendencia non-proletaria propunada pola pequena burguesía “social demócrata” e proseguir por este camiño de desbotamento do “social-democratismo” do seo da U.P.G. Pra isto os militantes comunistas debemos manternos vixiantes contra das posibles manobras oportunistas dos sectores pequenos burgueses.

Por outra banda, é un deber pra organización -e polo mesmo prós seus militantes- levar ao seo do MNPG e do pobo enteira a política e a ideoloxía dos comunistas dentro dun esprito unitario e democrático, batendo incluso alí as alternativas social demoócratas e pequeno burguesas coas nosas alternativas revolucionarias.

6.- Robustecer o caraiter clandestino e fortecer a infraestrutura da U.P.G. e do MNPG.

Nestes números de Canle, acha-se muito “marxismo de manual”. Assi ocorre, por exemplo, com o constante medo ao social-democratismo que eu nom acho por nengures antes de 75-76 e, precisamente, naqueles que mais o combatem. Tudo parte de um erro: A pequena-burguesia pode orientar-se para a social-semocracia, polo tanto, antes ou depois fará-o. Neste razoamente, tam pouco marxista, baseia-se tudo. A pequena-burguesia pode cair noutro tipo de erros, nomeadamente o populismo. Também se tem dito que um comportamente próprio da social-democracia é o liberalismo, completamente de acordo mas o liberalismo de actuaçom pode dar-se também num radical pequeño-burgués populista e disso si que abundava na velha UPG. Este Canle estava destinado a denunciar os erros de Ferrín, ainda que nom há nel a fereza do número 9. Por se podiam caber dúvidas, a UPG (l-p) publica um canle número 8, obra de Ferrín [3] , a conclusom que se tira é que Ferrín nom reconhecia o numero 8 do Canle da UPG (por certo este número de Canle assinado polo Cúmio Provisorio da UPG foi bastante mal recebido por umha boa parte da militáncia que seguia sem confiar em Ferrín).

O Canle nº 9, aparecido em Novembro, pode-se considerar um monográfico dedicado a “explicar” à militáncia as desapariçons de Crego e de Xosé González dos organismos de direcçom ao tempo que se fai -como justificaçom- umha “história da luita de classes dentro do partido” reproduzirei-no com bastante extensom:

(...) É un feito certo que nos Partidos comunistas dáse, como reflexo da sociedade na que actuam, loita de clases. Num país colonizado como o noso, iste feito tén sinalado fondamente e dun xeito específico a vida e a loita do noso Partido. A direición pequeno-burguesa da UPG dende o 64 deica o 71 [4] , o confusionismo ideolóxico que isto produxo (“frentismo”, “terceiromundismo” mimetista, maoísmo, etc.) a grave e fonda infiltración españolista no ano 1971 e a subseguinte loita contra da mesma, a ofensiva “social-demócrata” do 75 por recuperar as súas posicións perdidas, o “esquerdismo” infantil de seutores estudiantiles no 73 e o caudillismo político que se foi abrindo paso na U.P.G., son manifestacións nidia désta loita de clases no seo da UPG. (...)

Isto parece tirado de qualquer manual sobre a história de um partido comunista clássico, aliás haveria que sinalar alguns pormenores como o que já cito em nota a rodapé. Julgo que a UPG nunca foi social-democrata e se houvo alguns intentos de levá-la por esse caminho fracassárom rapidamente. Outro erro que si que se deu e curiosamente nom se menciona literalmente era o de populismo. Paradoxalmente é neste momento quando si se produzem ofensivas social-democratas por parte dos redactores deste Canle. Mas sigamos mais adiante:

Pero esta mesma história tén provocado, ouxetivamente e dende vello, unha serie de tendencias opostas. Facilitou, xunto coa escasez de medios de todo tipo, que pouco a pouco se fose abrindo paso ó persoalismo, ó suxetivismo, a práticas burocráticas, a vicios de “botar parches”, pra sair do paso, a exercer “unicamente centralismo” en moitos casos i en diversos seutores, a claras aititudes de infantilismo e, por último, en facilitar que deteminadas persoas pola súa antigüedade na UPG, pola situación xeográfica ou pola súa capacidade i entrega decidisen as custións importantes da orgaización relativamente ó marxen de toda estrutura estable e firmemente baseada no centralismo democrático. Algunhas crisis internas sofridas sacaron á lús esta posición persoalista no seo da Direución da UPG. A inevitabilidade ou incluso a necesidade ouxetiva de que iso fose aisí estaba clara, naquiles intres, pra moitos compañeiros.

Unha vez máis, despóis da crisis do vrán [5] empezóuse a dar o fenómeno, agravado. A traietoria, a situación, a capacidade e o propio caráuter dun compañeiro do C.C. afortalaron a posición que iste tiña na Direución do Partido. Era algo que xa se viña xestando bastante antes pero que é despóis de Agosto, cando empeza a tomar carácteres específicos. A posición que a UPG adoutóu para eliminar as tendencias “democratistas” e “conciliatorias” non fixo máis que, no senso contrario, reforzar a súa posición de verdadeiro árbitro da política da UPG.

A acusaçom vai-se perfilando, mas com umhas grandes doses de prudência. A cúpula da UPG conhece bem o prestígio do que chamam “Camarada S.” e recorrem a sistemas como considerar que em certas ocasions os seus comportamentos eram inevitáveis e pode que beneficiosos. Isto é umha falácia, dentro da teoria marxista-leninista de que se reclamam nom há justificaçom possível para as actuaçons atribuídas a “Pepiño”. Na seguinte citaçom consideram que, acabados os preámbulos, é necessário atacar com dureza:

En troques, de feito, no caso diste compañeiro, o autoritarismo o menosprezo, o individualismo, a soberbia enmascaradas con actitudes de falsa sinceridade e de paternalismo, teñen acadado dimensións insospeitadas. O seu orgullo ferido, a súa aititude incorrexible e liquidacionista estiveron a punto de ocasionar divisións serias na Direución da UPG abrindo unha grave crisis que a pesares das súas práuticas difamatorias contra compañeiros, provocaron a súa expulsión do Partido. Esta súa aititude de maquiavelismo intrigante que fixo patente no Cumio Executivo levabao a unha grande ofuscación do papel do dirixente comunista. O problema era o de que os compañeiros o querían destruir a íl -como dixo dende hai tempo- e con íl á UPG, xa que, ó parecer, a UPG e íl eran a mesma cousa. “Ou eu ou o caos”, é unha frase que definiría perfeutamente a actitude política diste persoaxe.

As acusaçons multiplicam-se, ainda que quase todas se podem reduzir a umha: O caudilhismo. Mas esta acusaçom parece insuficiente, é por isso que se apresenta com diversos nomes e aparece umha nova: O liquidacionismo, que nom se justifica e da que seria difícil buscar provas nas actuaçons de Pepiño. A direcçom parece estar luitando contra o clixé que de Estaline figérom a reacçom e os trotsquistas, ainda que neste caso o Estaline galego vai resultar o perdedor; tampouco existem na Galiza os problemas que na Uniom soviética levárom Estaline a tomar umha série de decisons. Por se fosse pouco, e aproveitando a primeira carta de Xosé González a Paco Rodríguez, traslada-se o problema ao campo da Medicina:

A todo iste panorama véuse engadir unha clara situación de inestabilidade síquica aguda a partires duns meses pra acó poñendo en situación límite toda a problemática que o autoritarismo plantexaba no seo da orgaización da UPG. Iste feito reconocido por todo o mundo -incluso a veces por íl mesmo- e ó que nin íl nin o C.E. puxeron remedio, agravóu tódolos problemas.

Entramos aqui no reino do absurdo. Se efectivamente se dava essa situaçom, o normal seria retirá-lo dos cargos de responsabilidade, mas nom expulsá-lo da organizaçom, do mesmo jeito que nom se expulsa um tísico ou um diabético só polo facto da sua doença. Como o que está em jogo é o “caudilhismo”, volta-se umha e outra volta sobre o mesmo com diferentes nomes e apresentaçons:

Convírtese aisí o “xefe” no dono do latifundio, no propietario, a UPG “é súa” e hai que evitar todo tipo de competencia, hai que procurar ser indiscutido.

A verdade é que resulta incompreensível que defeitos tam graves nom fossem advertidos antes e nom se lhes pugesse remédio. É inconcebível que nom se conhecessem previamente e que se deixasse apodrecer a situaçom até os limites que se di. Segundo o voceiro interno da UPG, si se conheciam e, no cúmulo dos desatinos, o C.C. autocritica-se; já tenho visto muitos casos de “autocríticas” deste tipo que mais parecem confissons católicas do que autocríticas marxistas:

O C.C. é conscente de que puido cicáis ter atallado dende hai tempo estas práuticas caudillistas drento da UPG i é por iso que se tén autocriticado, Pero tamén hai que ter presente que tén sido moi difícil dado o “sistema” sobre o que descansaba a estrutura orgaizativa da Direución,...

Há ou nom há autocrítica? Mais bem parece que houvo conspiraçom para fazer-se com a força suficiente para conseguir os desejos que alguns membros do Central tinham ja há tempo.

Mais adiante, o CC justifica a ediçom deste Canle “monográfico:

O CC. considera que debe ser conocido por toda a militancia o proceso que desembocou no remate do “caudillismo” e na espulsión do compañeiro S. co fin de que participe activamente no análisis do autoritarisnmo e no combate contra díl.

Eu traduziria este período por um trabalho em toda a militáncia para descobrir os possíveis apoios que pudesse ter o “companheiro S.” no seio da organizaçom e aplicar-lhes as mesmas medidas.

O Companheiro S. estava em absoluta minoria dentro do CC, mas ainda havia alguém que o apoiava, di-se no próprio Canle mais adiante:

Desgraciadamente o caráuter “carismático” que exercía sobre determinados compañeiros fíxose patente no caso dun camarada que facendo alusión a determinadas “escolas de militancia” (con conceucións sobre o militante máis prósimas ó cristianismo utópico que ó leninismo), terxiversóu toda a problemática, seguindo a ver “intuitivamente infiltracións” que “os prósimos meses” deixarían ver claras e confundindo, hasta un grado realmente asombroso num militante comunista, o Partido coa persoa de S. Terminóu acusando ó C.C. de “parlamentarismo burgués” e presentando a súa baixa da UPG.

O C.C. concedéulle um plazo de oito día (sic) para que se serenase e reflesionase, facéndolle notar o papel que tiña que desempeñar como militante comunista no Partido e no propio CC.

Fam referência depois à resposta deste militante que citarei com as suas próprias palavras mas antes umha última citaçom do Canle 9 polo aspecto recapitulatório que tem:

Non houbo crisis ideolóxico no seo de CC.; non houbo discrepancia de liña política no seo do CC.; non hai social-demócratas, niste intre, no seo do CC.. Sí houbo crisis de orgaización no seo do CC. e da UPG; sí hai crisis pra manter o esprito marxista-   -leninista na estrutura da UPG, a posición correuta no seo da UPG; sí hai un combate sin cuartel contra o autoritarismo, o persoalismo, o monopolio político, o esprito “carismático”, a caricaturización dos cumios a nivel direutivo; sí houbo loita contra un camarada que pretende encarnar á UPG. (...)

O tom do parágrafo fai desnecessário qualquer comentário. Verei agora a resposta do militante solidarizado com S.

Xosé García Crego,” Vicente”, em carta dirigida ao CC o 15 do mesmo mês, solidariza-se com “Pepiño”, ainda que reconhecendo os erros cometidos polo antigo dirigente; nesta carta, fai umha análise pormenorizada da situaçom da UPG e os seus órgaos de direcçom; em vista da situaçom considera que as erradas actuaçons de “Pepiño” eram um mal menor. Nas suas conclusons, nom aceita a resoluçom do CC e dá como alternativa: afastamento temporal do compañeiro P. do CC e delimitación precisa das suas funcións. Reeducación. Na segunda conclusom, intui que a UPG caminha para a formaçom de um partido nacional popular em que entrariam membros da UPG, da AN-PG e das organizaçons de massas. Conclui apresentando a sua demissom da UPG se nom se derem as condiçons seguintes:

a) Seña anulada a resolución adoptada polo CC na xuntanza do día 7 respecto ao compañeiro P.

b) Se abra un debate no seo do CC, sobor do propio “problema P.” e sobor da concepción e o futuro do partido, que concluia cunhas orientacións claras e definidas (dentro do que cabe) e o compromiso de todos de cumplilas.

O Canle número 10 estava significativamente intitulado Reorgaización do Partido e modificación dos Estatutos e estava dividido em três partes: Reorganización do Partido, Modificación dos Estatutos Provisionales e A militancia da UPG. Ampliación da base: criterios. A este órgao interno, um militante apresenta ao seu cúmio de zona umha crítica intitulada Consideración encol do Canle Nº 10 que começa:

Dando por sentado o que se dice no punto nº I, consideramos o siñificado diste sair a lús e a ampliación do partido que o Canle 10 preconiza, diante da nova situación definida polo tránsito dunha forma fascista de Estado a unha democracia burguesa. [6]

Mas antes de ver este documento farei umha análise demorada do Canle 10:

Na primeira parte do Canle, para além do título, fam-se afirmaçons como as seguintes

.. é preciso, partindo dos principios establecidos nos Canles núm. 8 e 9, proceder a unha reestruturación dos órganos de Dirección acompañada de un reaxuste de funcións e competencias, (...)

O plantexamento non é somentes téinico senón fundamentalmente político e cunha finalidade de eficacia revolucionaria. No Canle num. 9 establecíase que a UPG debe perfeccionar o seu estilo de traballo diante da nova fase que se abre....

A UPG tén andado dende o ano 71 un bón camiño niste senso. (...) Hoxe xa non se pode falar da UPG como dunha orgaización “pequeno-burguesa” integrada por “intelectuales”, hoxe a UPG é un Partido obreiro; é o partido comunista galego, patriótico e revolucionario.

(...) E con iste fin é co que se procede á sua reorgaización e ó perfecionamente do seu estilo de traballo. (...)

... o Partido xa non pode nin estar nas catacumbas, nin empregar os mesmos métodos de traballo nin os mesmos criterios de entrada de militancia. Niste senso cambióu a composición do C.C., e niste senso tén que cambiar a composición da militancia de base.

(...) Moitos novos militantes poderían incorporarse en pouco tempo á UPG pero o sistema de entrada e lento e mesmo descuidado e pouco reglamentado, ou o que é pior, con base a criterios esclusivamente axitativos,(...) Pola contra existen militantes que non teñen o mínimo nivel de entrega ou que carecen da máis mínima formación comunista.

(...) a necesidade urxente de proceder á ampliación da base do Partido, axilizando o papel do militante e do afiliado e a desaparición da figura do achegado.

Como se vê, trata-se de umha reorganizaçom da direcçom do partido, quer dizer, produzem-se baixas, altas e mudanças de funçons. Esta reorganizaçom tem um carácter mais político do que técnico, trata-se de enfrontar umha nova etapa, para isto a UPG necessita sair das catacumbas, mudar os métodos de trabalho e modificar os critérios de selecçom da militáncia, há que alargar a base do partido, ainda que isto nom exclui que se deva proceder à expulsom de velhos militantes (non teñen o mínimo nivel de entrega) ou à sua “reeducaçom”, já que carecem da máis mínima formación comunista. Desprende-se que a reorganizaçom da direcçom estivo em funçom dos métodos de trabalho aludidos, dos novos critérios para formar parte -ou nom- da organizaçom e da necessária saída das catacumbas; deve-se supor que “Pepiño” (e por solidariedade Crego) nom utilizavam métodos de trabalho correctos e que se opunham aos novos critérios de selecçom de militantes que impediam a saída da UPG das catacumbas nesta nova etapa que começava.

A segunda parte do Canle 10 está consagrada à modificaçom dos estatutos provisionais. Trata-se de reestruturar a organizaçom atendendo aos seguintes critérios considerados fundamentais:

1º.- Que a UPG ocupe o papel de direción política do Pobo galego, polo traverso das orgaizacións de masas e sindicais e das súas distintas orgaizacións e frentes, que lle corresponde como vangarda revolucionaria deixando de ser un mero orgaísmo coordinador de frentes. (...)

2º.- Que se aplique o mais estrictamente posible o centralismo democrático a traverso de orgaismos colexiados, potenciando a máisima participación na vida do Partido de toda a militancia i eliminando todo vestixio de autoritarismo, caudillismo ou decisións personáis.

3º.- Conseguir a másima eficacia política, estruturando orgaismos tan amplios como a clandestinidade permita, onde se efectivice unha boa división do traballo.

A seguir venhem modificaçons concretas nas que nom me estenderei, salientando unicamente a desapariçom da categoria de achegado e a apariçom da de afiliado. As críticas contra Pepiño som duríssimas no segundo critério ainda que nom escasseiem no primeiro.

A derradeira parte do Canle intitulada A militancia da UPG. Ampliación da base: critérios oferece, também, muito interesse:

Con base ós criterios políticos denanteriormente esplicados, a estrutura orgánica de UPG vén composta polo seguinte esquema:

1.- dirixentes

2.- cadros intermedios

3.- militancia de base: -militantes-afiliados

4.- colaboradores, simpatizantes, etc.

Istes niveis todos integrados drento da orgaización da UPG suplen o esquema actual desaparecendo a figura do achegado e xurdindo a de afiliado que colle un papel político totalmente diferente ó que viña tendo o achegado e que integra xunto co militante a militancia de base da UPG.

Nos critérios que se exigem para o ingresso dos militantes, acrescentam-se aos já exigidos polos estatutos, os seguintes:

1.- Fidelidade á liña marxista-leninista e patriótica e á orgaización da UPG.

2.- Entrega, determinada polo traballo práutico constante no lugar en que traballa ou estuda e pola súa disposición e identificación revolucionaria.

3.- Conocimento elemental da liña política da UPG. [7]

Contrastam fortemente os dous primeiros critérios com o terceiro. Parece-me tremendo exigir a fidelidade e entrega exigidas a um militante que conhece de maneira elementar a linha da organizaçom. Nom sei se isto fica solucionado no parágrafo seguinte:

Como requisito esixiráse tamén a asistencia a un ciclo de seminarios previamente establecidos, (...)

Se estes seminários se celebrassem e se neles se explicasse em profundidade a linha política da organizaçom, nom teria nada que objectar, mas os seminários fôrom utilizados para um fim bem distinto: doutrinar a militáncia sobre a “vigiláncia revolucionária” com respeito aos camaradas dissidentes e ir preparando o terreno para sucessivas purgas.

Para o filiado, o nível de exigência é evidentemente menor:

O criterio fundamental pra súa entrada na orgaización da UPG virá determinado polo feito de levar adiante a liña política do Partido no medio de traballo ou estudo. O ingreso será voluntario mediante unha adhesión formal ó Partido e supónlle o proceder a axudar, colaborar e cotizar pró Partido na medida das súas posibilidades. Terá os direitos resultantes da aplicación do centralismo democrático ó seu nivel. (...) esixindoselle un conocimento elemental da liña da UPG.(...)

Na base será onde se incorporen os novos membros e o paso a outras instancias superiores virá determinado en función da súa práutica política. Na base é onde se comprobará o traballo do militante que empeza a selo e íl tamén se considerará membro de pleno direito pra esixir tamén ó Partido os direitos que lle corresponden. O mesmo sucederá cos afiliados. Na base valoraráse ise nivel comprendendo e correxindo debilidades ou actitudes incompresibles noutros nivéis superiores.

Nom está muito claro tudo isto. Que se quer dizer quando se di que o ingresso será voluntário? Poderia ser de outra maneira? Poderia interpretar-se que voluntário mediante unha adhesion formal o Partido quer dizer que ingressariam com umha simples demanda mas algo mais adiante di-se: Deberá ser presentado por un militante e previo estudo do traballo político que desenrole deberá ser aceptado pola célula onde se integre e polos orgaísmos colectivos correspondentes... Sigo sem entender nada. Outra questom é que se lhe concederám os direitos do centralismo democrático ao seu nível. Que níveis de centralismo democrático som estes? Por que nom se explicitam? Todavia creio entender que umha das diferenças fundamentais entre militantes e filiados é a assistência aos mencionados seminários que já vimos para que serviam. Estám os militantes forçados a assistirem e nom se consente a assistência, de maneira voluntária, dos filiados? Parece-me muito lógico já que os filiados menos “preparados” polos “seminários” seriam mais reticentes perante as expulsons previstas. Seriam os militantes os que fariam força para a expulsom dos “membros anti-Partido” na passagem de filiado a militante a que se fai referência ao falar da ampliaçom da militáncia dun xeito ESCALONADO [8] .

Canle continua mais adiante:

O peligro de entrada de elementos vacilantes, liberales, etc., con istes criterios sobre a militancia e a súa ampliación, esiste. Pero tamén istes elementos están integrados en moitas orgaizacións nacional-populares e poden facer igualmente daño ó Partido, ou cecáis, máis dado que sempre teñen a disculpa de que nada lles une coa UPG e, polo tanto, non teñen porque aceptar críticas ou criterios políticos desta. Por outra banda, iste peligro non se neutraliza non ampliando a militancia senón cunha boa preparación ideolóxica e práutica e cunhos bós responsables de células e unha boa direción. Polo demáis isto non supón nin moito menos dar entrada na UPG a elementos non comunistas nin a elementos de práutica socialdemócrata Isto debe ser evitado cun bon criterio selectivo de parte dos C.Z, dos C.LI e das propias céulas. con iste fin debe facerse inmediatamente [9] en cada Zona unha lista de achegados, colaboradores ou simpatizantes que poidan integrarse na militancia de base como militantes ou como afiliados, co fin de proceder a un estudo persoa por persoa e posteriormente pasar a darlles os seminarios necesários prá sua entrada na orgaización do Partido correspondente.

Resulta-me excessiva esta impaciência por aumentar, em tanta medida e tam urgentemente, a militáncia da UPG: a explicaçom que lhe dou é que querem “situar-se” o melhor possível quando chegar a democracia que vem próxima. A realidade desmentiu esta previsom já que a democracia -mesmo a democracia burguesa- ainda nom acabou de chegar ao conjunto do Estado espanhol e muito menos a Euskal Herria e à Galiza. Aparecem novamente os famosos seminários, na primeira parte dizia-se que a diferença entre militante e filiado estabelecia-a a assistência -ou nom- aos seminários, contradi-se com este trecho onde parece que se estabelecem seminários para todos (e que conste que isto último parece-me umha excelente ideia).

Mais adiante, o vozeiro interno da UPG di:

Esta necesaria maior amplitude de xente no Partido vai sinificar que o centralismo democrático actúe dun xeito efectivamente democrático, que se instale na UPG a democracia interna e a libre discusión, o princípio do “cumio” e das decisións colectivas, o exercicio da crítica e da autocrítica. As críticas da base deben ser contestadas -cando sexan serias e fundadas- polos organismos correspondentes, podendo recurrir en caso contrario ó orgaísmo inmediatamente superior. Nunha situación democrático burguesa no Estado, o Partido ten que abandoar os criterios estrictos de clandestinidade que eran necesarios para evitar a brutal represión do tempo do fascismo. Nun intre de tránsito como o que vivimos é importante ir saíndo á “lus” co fin de que o Pobo teña en nós o seu ponto de vista de referencia visible e nós poidamos ir coa nosa política abertamente ó seo das masas. A liña de masas está nun primeiro plano e a UPG ten que ser tamén un partido de masas. Tomar a iniciativa na ofensiva aberta ... contra o restroballo do fascismo e contra as novas formas de camuflar as actitudes fascistas e as actitudes reaccionarias da burguesía; tomar a iniciativa contra a nova forma que vai adoutar niste novo marco o secular colonialismo ...e aillar ao españolismo: eis a nosa tarefa. Iste é o ouxetivo que persiguen tamén os camaradas revolucionarios vascos ó intentar crear un Partido patriota dos traballadores de Euskadi.

Excelentes intençons, mas que quer dizer essa restriçom cando sexan serias e fundadas? quem vai estabelecer o fundamento e seriedade da crítica? Nom deveriam ser contestadas inclusive esse tipo de críticas, fazendo-o da forma pertinente que faga ver ao militante o seu carácter infundado e falto de seriedade? Sempre foi tema de discussom nos PC a necessidade, ou nom, de conservar um certo aparelho clandestino em épocas de democracia formal; a opiniom mais estendida entre os partidos revolucionários era, clássicamente, que se devia conservar um certo sector clandestino do partido por se mudarem as circunstáncias e outras motivaçons. Quando Canle di que o Partido tén que abandoar os criterios estrictos de clandestinidade o adjectivo estritos indica que si vai conservar esse sector clandestino? Nom está claro. Esse ir saíndo a lus no momento do tránsito (melhor que de momento seria falar de processo já que a palavra utilizada -intre- quer dizer instantaneidade, algo falso por completo). A obsessom por transformar-se em partido de massas já na época definida como de tránsito e essas intençons de tomar a iniciativa na ofensiva tanto contra o fascismo, como contra as novas formas de camuflar as atitudes fascistas e reaccionárias da burguesia, como contra a nova forma que vai adoptar neste novo marco o imperialismo espanhol. Também esta parte me resulta obscura: dividem o tránsito em duas fases diferenciadas? Som coetáneas com o fascismo as formas de camuflá-lo? O segundo parece-me o mais provável mas parece-me ouvir em toda esta parte como ecos do discurso do PCE com o que resulta evidente que se quer concorrer e arrebatar-lhe a primazia (aillar o españolismo). Finalmente, a referência a Euskal Herria é tam duramente criticada no documento de resposta que me abstenho de comentá-la eu.

Umhas linhas mais adiante, o documento refere-se ao processo de “visibilizaçom” da UPG, aludido anteriormente e que nom ficava nada claro, vejamos:

Pra isto no proceso de “visibilización”da UPG deben manterse varios criterios fundamentáis. Por unha banda, o Partido no seu conxunto tén que facer presencia real no seo do pobo, das orgaizacións de masas, nas loitas poulares e nos diversos sectores. Por outra banda os militantes e cadros do Partido teñen que “saír á lús” como punto de referencia prás masas, como líderes revolucionários do noso pobo.

A saída a lús de militantes e as formas que adopte esta saída deben estar presididas en cada intre, sobre todo, por criterios de eficacia política e tamén pola actuación da represión -inda fascista- i-en base a unha estrutura clandestina do Partido, moi importante tamén na fase de plena democracia burguesa. Esta estrutura clandestina virá referida á infraestrutura e a algunha militancia cualificada establecéndose na proporción numérica que se considere axeitada. Na saida á lús debe actuarse evitando posturas folklóricas, vedettistas, ridículas, etc., que se manifestan en moitos partidos de esquerda xa que de facerse con criterios de seriedade, firmeza e xusta postura revolucionaria e patriótica en función da eficacia política e da efectividade revolucionaria da nosa loita. O Secretariado político da UPG determinará en cada intre os criterios que deben presidir esta saída á lus, que serán aplicados polos respectivos C.Z. e C.L. á súa situación concreta.

Aclaram-se neste parágrafo as dúvidas que apresentava o anterior: A direcçom da UPG, como os partidos comunistas “clássicos” é partidária de manter um sector importante da estrutura do partido na clandestinidade, inclusive na situaçom de democracia formal. Porém, nom se especificam com total claridade esses critérios de seriedade, firmeza e xusta política revolucionaria e patriótica en función da eficacia política e da efectividade revoucionaria da nosa loita. Isto resulta bastante vago e, o que é mais grave, som critérios cambiantes, cuja variabilidade fica nas maos da discreccionalidade do Secretariado político, e se neste organismo há pessoas que nom possuem as supraditas seriedade, firmeza e justa postura revolucionária e patriótica, a situaçom pode ser gravíssima. O mais salientável do parágrafo é o interesse em diferenciar a saída á lús da UPG da do PCE com quem estám, claramente, a competir nesse momento da História.

No seguinte parágrafo apenas vou salientar o que segue:

A UPG non vai regatear esforzos na formación ideolóxica comunista dos seus militantes e cadros combatindo i eliminando tendencias e vacilacións pequenoburguesas e afortalando e consolidando as virtudes proletarias da camaradería, a solidaridade e entrega á causa e á loita da revolución galega. Niste senso un dos seminarios imprescindibles pró ingreso na militancia de base do Partido referiráse inescusablemente á formación ideolóxica dos novos membros.

Tudo estaria muito bem de nom sabermos para que eram utilizados na realidade os “Seminários”.

O derradeiro parágrafo é um chamado à militáncia da UPG para que assuma os novos critérios e os discuta nas células. Para além de que me parece mais lógico assumi-los depois de discuti-los, e nom à inversa como se di no Canle 10, se calhar um simples defeito de redacçom, mas que pode ser signfiicativo; nom tenho nada que acrescentar ao que dixem anteriormente.

O militante que apresenta a sua crítica resposta ao Canle 10 pondo em dúvida, já, a definiçom que se fai da nova situaçom:

(...) A denanterior definición non define nada, porque pra iso compriria respostar as preguntas:

a) ¿que é a democracia burguesa? b)¿De qué tipo de democracia burguesa se fala: Da Alemana; da Francesa; da Portuguesa inmediata ao 25 de Abril ou da posterior o 25 de Novembro do 75?.

Todo fai pensar que a actual dirección política da UPG caen na trampa tendida pola Oligarquia baixo a batuta maestra de Suarez. Pregunto ¿E que xa estamos na ruptura definida polo CFPG? A “Frase” democracia en España non siñifica democracia en Galicia! e somentes unha frase bonita ou quer decir algo mais?

A realidade é que o que se está a dar no Estado Español e unha reforma negociada, reforma artellada pola oligarquia e negociada en condiciós de inferioridade manifesta por unha oposición que hoxe se reduce ao PSOE e onde non conta pra nada as naciós do Estado Español, agas Cataluña por razóns estrcturales moi concretas.

¿Disolveronse os corpos represivos? Vaise poñer en cuestión a corto plazo a estructura do Estado Español? ¿Quen se pensa que vai gañar as elecciós?

Da resposta a esta pregunta deberia depender a decisión de sair a lús ou ben prepararse pra tempos difíciles como os que sin duvida se aveciñan a non ser claro está, que os ouxetivos da UPG teñan variado.

A crítica estima que a UPG está caindo na trampa da Reforma política e que os seus objectivos revolucionários fôrom modificados. Todavia, extrema as prudências lingüísticas já que se trata de um militante que confia em poder mudar o rumo desde dentro da própria UPG. Porém, o fundo da crítica é duro, e as perguntas que fai demonstram que considera a definiçom da situaçom política feita pola nova direcçom como um puro “papel molhado”.

O que ainda é militante da UPG, continua:

Acudir a esperiencia Vasca, pra tratar de xustificar o que se está a facer eiquí é dun oportunismo descarado. ¿Qué terá que ver a situación política onde levan en pé de guerra dende fai tempo, onde a vanguardia ETA ten unha esperiencia adquirida de anos de represión e loita, conta con cadros revolucionarios e unha retaguardia armada capaz de servir nun futuro de forza de disuasión?. Tratar de decir que tamén ETA está facendo un partido dos traballadores Vascos pra xustificar a conversión da UPG nun partido comunista de masas sin facer alusión á línea armada que manten e fomenta ETA é verdadeiro oportunismo.

Na páxina 2 o canle insiste na necesidade de crear un partido comunista de masas, baixo a pena de quedar aillados das masas ou desbordados por ilas. Iste argumento é puramente populista no senso en que dalle mais importancia á cantidade que á calidade, (...) Seria bon darlle un repaso á historia da UPG ou de ETA, onde non foi certamente o número de militantes o que posibilitou a sua influencia política, sinon as suas alternativas e acciós.

O militante indigna-se pola comparaçom com Euskal Herria tendo em conta, muito especialmente o que parece ser um abandono da via armada por parte da UPG [10] . Por outra parte parece manifestar-se em favor de um partido de quadros e nom um partido de massas, velha discussom dentro dos partidos comunistas.

O militante continua com as suas críticas:

A osadia de chamarse partido comunista inda considerando a cuestión neste intre como secundaria dentro do proceso que se está a segir na UPG, a cuestión de autodenominarse partido comunista non é un asunto trivial, sinon que debe responder a unha realidade e a todo un proceso dialéctico e histórico que non se ten dado en Galicia, iste voluntarismo non pode vir obligado mais que como oportunismo electoral. Iste tipo de definiciós filosóficas habia que telo moi en conta cara a certas camadas populares (Pequena burguesía e labregos)

Estou completamente de acordo com a crítica no que di sobre o voluntarismo já que esta eiva tem ocasionado -e ocasiona- grandes danos ao independentismo galego e mesmo ao nacionalismo galego em geral. Nom vejo tam claro o do oportunismo eleitoral, já que o nome de Partido Comunista nom creio que servisse para atraguer muitos votos; resulta mais compreensível pensar que a UPG o que quer é comer terreo eleitoral ao PCE. No sintagma “definiciós filosóficas”, parece-me ver a influência de Luís Soto. Continua a crítica:

No Canle nº 9 afirmabase que non habia crisis política no seo do Cumio Central. Agora no canle nº 10 afírmase que houbo moitos erros de enfoque político. ¿Que quer decir isto? ¿Cales foron os erros? ¿Hai cambeo de liña ou non hai cambeo de liña? ¿En que quedamos?

Tem razom que lhe sobra o crítico quando fai estas constataçons e formula essa série de perguntas. É de um idealismo absoluto pensar que a luita de classes nom existe no interior de um partido comunista, chegando às suas últimas alturas. Isto é o abc do leninismo. 

O penúltimo parágrafo da Consideración... é do mais significativo

Na UPG foi sempre doctrina común a necesidade da loita armada pra conquerir a liberacióm Nacional e Social do pobo Galego, neste sentido no ano 74-75 a UPG deu un salto cualitativo no seu proceso revolucionario definíndose na sua práctica pola loita armada, se ben hoxe non se poderian aplicar os mesmos criterios de loita armada e a esta lle corresponderia o papel de preparación cara as acciós futuras ca UPG terá que xogar no seo do pobo.

Neste parágrafo tampouco a crítica se exprime com claridade. Está claro que acusa à direcçom da UPG polo abandono da loita armada, mas nom está tam claro o que pretende, quando di que hoxe non se poderian aplicar os mesmos criterios de loita armada e a esta lle corresponderia o papel de preparación cara as acciós futuras ... Que se entende com isto? Que por enquanto a luita armada fica metida num canto e alguns militantes preparam-se para ela no País ou fora del? Que se devem continuar esse tipo de acçons para preparar as acçons futuras? O que seguramente estava claro para os militantes de há 34 anos, nom o está hoje para um leitor actual.

A crítica foi muito mal acolhida e nem sequer foi lida no cúmio, atribuindo-se a Suevos as seguintes palavras: Esta crítica nom se lê. A este senhor se lhe expulsa sem mais. O C.Z. cumpriu as ordens recebidas.

Segundo os meus informantes, esta fracçom nom pretende em nengum momento criar um novo partido, crem possível restaurar a UPG existente e reconvertê-la. Esta situaçom manterá-se assi até a incorporaçom ao grupo primitivo de Méndez Ferrín [11] , os irmaos Cide Cabido, Antonio Caamaño, Leónides de Carlos, etc, que consideram urgente a criaçom de um partido diferente. Esta situaçom mantém-se polo menos até Maio de 1977, data em que aparece um Terra e Tempo que leva o número 39 [12] . Neste número, reconhecem ter-se organizado para poderem defender as suas ideias com mais eficácia:

Somos conscientes da gran resposabilidade que contraemos ao rachar coa dirección pequeno-burguesa “patriótica” da actual UPG e organizarnos pra así podermos actuar con eficacia e sen condicionam. Sistemáticamente, os dirixentes pequeno-burgueses “patrióticos” purgan da UPG a todo compañeiro comunista e obrigan, co seu coerente sectarismo a que a loita de clasesnon poda ter lugar no seo dunha organización senón entre organizacións diferentes.

Com efeito (nom podo precisar se antes ou depois da uniom com o grupo de Ferrín) aparecem umhas Normas orgánicas provisorias de pouco mais de dous fólios. É de salientar a importáncia que se dá à clandestinidade que ocupa pouco menos de um terço do documento. Também é notável a importáncia dada ao espalhamento da propaganda: O espallamento do “Terra e Tempo” será tarefa fundamental, pois delo depende en gran medida que as nosas alternativas señan conocidas polo pobo,

Parece polo que se di nesta apresentaçom [13] do jornal díscolo que os críticos abandonam o seu trabalho fraccional. Porém, nom renunciam a fazer mudar o rumo da UPG como se pode ver no artigo Un novo rumo que ocupa mais da metade do jornal e onde se analisam a reforma e a ruptura que dividiam na altura o panorama político do Estado espanhol. Reproduzo um trecho onde se vê esta ideia de dar um novo rumo à UPG e, também a parte final do trabalho:

Complexa é tamén a esplicación da saída deste Terra e Tempo, porque son moitas as razóns que nos obrigaron a tomar tal decisión, rompendo -inevitábelmente- coa liña que viñeron siñalando os denanteriores númaros do noso órgano político. Entendemos que foi traicionada a liña comunista de UPG. Despois de moitos anos de loita, que van dende o intre mesmo do nacemento de UPG hastra a sua consolidación, fomos fortalecendo o movemento nacional-popular. Non podemos ocultar -non sería marxista- a presencia de contradicións de clas que sumiron á nosa organización en constantes crises. Istas crisis fóronse superando co trunfo sempre da liña obreira comunista. Hoxe a contradición volve a aparecer máis clara que endexamáis, e actuamos en consecuencia do noso punto de vista comunista obreiro.

As contradicións fixeron mover á UPG, en moitas ocasións, en sentido contrario do norte comunista siñalado.Así debatiámonos continuamente no frentismo e loitabamos pola disociación co Partido.

(...)

Con todas istas manobras, a burguesía fai entrar a tódolos partidos pola reforma. Quedará fora e esquerda e os partidos nacionalistas que teñan un programa maximalista.

Noustante, déixalles unha saída: pasar por debaixo da Reforma entrando no xogo eleitoral como independentes. Diste xeito tales partidos legalizan a Reforma sen que a Reforma os legalice a eles. É o caso do sector da UPG baixo control pequeno-burguês.

Pasar por ista farsa capitalista e imperialista sen que se dean as mínimas condicións democráticas non é outra cousa que colaborar co capitalismo e co imperialismo e lexitimar a que nos vai seguir esplotando e colonizando como hastra agora.

IV

Veleiquí como, a final do noso informe vémonos obrigados a diverxer do sector de UPG baixo o contro (sic) dos pequenos-burgueses “patrióticos” e afirmar rotundamente que, coerentes coa nosa liña comunista, é o nosso (sic) deber revolucionario OPOÑERNOS á Reforma e a farsa eleitoral.

Sen unha amnistía total, sen plenas libertades políticas, sen o recoñecemento do dereito à autodeterminación das nacións asoballadas, nós, que estamos pola democracia, non podemos aceitar non soio pasar pola Reforma, senón, o que é aínda peor, pasar por baixo dela e lexitimala. E decimos máis: a reforma do fascismo seguira sendo fascismo; un fascismo reformado. E nós, revolucionarios galegos, non coñecemos dende hai 40 anos labor mais cotián que o de combaté-lo fascismo. E seguirémolo a facer. [14]

Antes de sair este Terra e Tempo nom oficial, o grupo a que me venho referindo vai elaborando outros documentos críticos e vendo como as suas diferenças com a direcçom da UPG vam sendo cada vez mais grandes em todos os campos. Por dar um exemplo, estám em contra da desapariçom do Conselho de Forças Políticas Galegas (CFPG); ainda que nom estám de acordo com o Partido Carlista Galego e o PSG nom consideram correcta a desapariçom do CFPG provocada pola UPG e polo Partido Galego Social-Demócrata [15] .

 

3. 1. 2 O GRUPO DE FERRÍN

Um grupo de auto-excluídos, expulsos e achegados da UPG e/ou da AN-PG quer incorporar-se a este projecto já em marcha. Para lográ-lo, redige um documento que apresenta um problema de dataçom: O documento começa Hoxe, 28 de Fevereiro de 1977, mas está datado ao final Galicia, 4 - Abril - 1977. Considero esta última como mais provável e julgo a primeira como verosímil de quando foi começado a escrever; um documento deste tipo nom é cousa de um dia e suponho que haveria algumhas reunions para i-lo discutindo ainda que o redactor fosse único. De todas as maneiras, chama a atençom a tardança em aparecer o documento que dá como razom para a sua elaboraçom uns factos ocorridos a começos de Novembro. Julgo que os membros do outro grupo que já está em activo nom manifestam interesse em contactar com Ferrín e os seus que decidem passar à acçom com a elaboraçom deste documento que, pensam, lhes pode abrir as portas do grupo dissidente. Trata-se de um tremendo ataque contra a actual direcçom da UPG. Antes disto, Ferrín e os seus nom gozavam de muitas simpatias entre o outro grupo.

O documento intitula-se Chamamento aos compañeiros de UPG e a tódolos comunistas de militancia nacional-popular [16] , ainda que será conhecido como Documento dos 16 fólios, e foi amplamente difundido nos meios nacionalistas. Este documento parece que foi escrito por Ferrín em exclusiva do mesmo jeito que é obra pessoal sua o texto Alternativa Sindical pra Galicia citado na página 8 do Chamamento, este texto, de 7 de Julho de 1976, é um amplo e interessante estudo, que depois de ter-lhe sido encarregado pola UPG, foi seqüestrado polos “coronéis” [17] . As acusaçons principais que se fam à direcçom som:

1º abandono do internacionalismo proletario; 2º abandono das armas; 3º descarada adoución do patriotismo minimalista da Xeneración Nós.

Também se fam outra série de acusaçons, inclusive lingüísticas, freqüentemente personalizadas com nomes próprios como os de Lôpez Suevos e Paco Rodríguez ao tempo que se defende, já, a independência nacional e se reclama um congresso extraordinário. O documento afima que se redige com motivo da expulsom da cúpula e da organizaçom do “compañeiro Pablo” (“Pepiño de Teis”) quem, apesar dos seus erros, mantinha umha posiçom proletária de classe e travava com efectividade a linha pequeno-burguesa; e a demissom solidária de Garcia Crego que militará em UPG l-p, PGP e GC abandonando esta última na VI assembleia [18] . Na actualidade milita na FPG.

Este segundo grupo apresenta notáveis diferenças com o anterior. A mais salientável é o seu interesse em construir aginha um novo partido que substituísse a degenerada UPG, cousa que o grupo inicial tardará muito em pensar. Aliás, ambos os grupos coincidem em acusar a direcçom da UPG e nom a sua base que consideram recuperável. Os dous grupos entram em conversaçons para umha possível fussom. Os meus informantes nom recordam os pormenores destes tratos ainda que se inclinam a pensar que é posterior a apariçom do número 39 de novo Terra e Tempo. Desta óptica, o documento dos 16 fólios deve ser considerado como umha portagem que os seus assinantes pagam para serem admitidos no grupo; entre alguns existiam fortes discrepáncias políticas e pessoais: Méndez Ferrín, por exemplo, fora expulso da UPG pola cúpula dirigida por Xosé González. Nem o Documento dos 16 fólios era considerado inteiramente válido e em várias células exigiu-se que Ferrín devia autocriticar-se dos seus defeitos anteriores (era acusado sobretudo de “liberalismo pequenoburguês”) e corrigir aqueles dados do documento que nom eram aceites, ainda que nom haja provas documentais parece ser que Ferrín aceitou as condiçons impostas.

Como já dixem, em Maio aparece um número 39 de Terra e Tempo que publica o poema Unión do Povo Galego assinado por Heriberto Bens, heterónimo bem conhecido de Ferrín, polo que deduzo que, nesta altura, as relaçons entre ambos os grupos já devem ser algo mais cordiais. Além disso, o primeiro grupo nom concordava com o texto inteiro do Documento dos 16 fólios que foi discutido dentro das células que exigírom se modificassem alguns pormenores. A incorporaçom do grupo de Ferrín nom deu lugar a nengum acto público nem privado, simplesmente houvo umha assembleia em que estavam todos presentes. Bastantes antigos membros do primeiro grupo consideram a posteriori que foi a partir da entrada deste novo grupo que as cousas se torcêrom e que mudou o estilo de trabalho. Reproduzírom-se os males que se queriam corrigir e pronto houvo expulsons e abandonos. Concretamente em Santiago haveria problemas entre Sara Cide Cabido e alguns outros militantes próximos a Ferrín por um lado e os militantes mais antigos polo outro. Estes problemas intensificarám-se com a apariçom de PGP.

Esta nova organizaçom será conhecida como UPG (linha proletária) ainda que na sua propaganda nom utiliza mais que as siglas UPG e reclama-se continuadora da linha adoptada pola UPG desde 1972. Nesta UPG agrupam-se militantes expulsados da organizaçom, membros que a abandonam e outros que já foram expulsos anteriormente polos métodos incorrectos de direcçom e o sectarismo que, em certa medida, já existiam anteriormente ainda que agora se vaian agudizar. Deste Terra e Tempo alternativo saírom três números: 39 (Maio), 40 (Junho) e 41 (Novembro), em todos eles se reivindica a independência nacional e no último convoca-se para Fevereiro de 1978 um congresso extraordinário por parte da Asamblea de militantes da UPG de liña comunista obreira. A convocatória está aberta a todos/as os/as comunistas de prática nacionalista popular ainda que nom estiverem formalmente integrados na organizaçom.

Durante a sua breve existência a UPG (l-p) levou adiante umha política frentista, como se pode ver no chamamento que fai, em Dezembro de 1977, ao Bloque Nacional-Popular Galego, ao Partido Socialista Galego, ao Partido Obreiro Galego e ao Partido Galego Socialdemocrata para fazerem umha aliança nacionalista de esquerdas (ANE) e elaborar um programa comum para concorrerem unidos às eleiçons municipais. Já no panfleto espalhado o 25 de Julho umha das palavras de ordem finais era Vivan os partidos de dirección galega e populares! Porém as relaçons com o BN-PG serám sempre muito difíceis apesar de que a UPG l-p considera tanto a UPG como a AN-PG organizaçons patrióticas que deveriam, portanto, formar parte da ANE. Chegará-se ao enfrentamento físico, agredindo membros do Bloco a militantes independentistas; esta política por parte da UPG oficial, e organizaçons afins, continuou na época do PGP e de GC durante vários anos; umha prova deu-se na manifestaçom do 25 de Julho de 1980 na que os independentistas desfilavam despois do cortejo do Bloco e o serviço de ordem deste colaborou na violenta carga das forças repressivas contra GC.

Devo reconhecer que o tempo mudou esta atitude e em Março de 1982 dá-se um manifestaçom pola liberdade dos detidos em Setembro de 1980, chegando a enfrentar-se o próprio Beiras com as forças repressivas. Este acto inscreve-se no intento unitário de 1982 de que falo mais adiante.

Referências à luita armada (que fora praticada pola UPG durante a ditadura franquista) aparecem na entrevista publicada no número 129, 15 / 31 Janeiro de 1978, da revista viguesa El Pope. Nela participam Xosé González (“Pepiño de Teis” ou “de Redondela”), Méndez Ferrín e Pousada Cubelo; num momento da entrevista “Pepiño” declara:

Entón, todas as movilizacións populares que houbo non sirven pra parar o que o capital monopolista pretende facer en Xove, Autopistas... Por iso ten que haber outro tipo de loita que respalde a un pobo indefenso, e ten que aparecer a loita armada como complemento das loitas populares, apesar de que o próprio Pepiño vinculava a luita armada às mobilizaçons populares, Ferrín creu oportuno matizar:

Non hai que esquencer, que según a definición clásica, a guerra é a continuación da política por outros medios. De todos xeitos estamos moi lonxe de calquer esquerdismo revolucionario, do aventurerismo, que pense que con levar unha guerrilla a partir de ahí desenvólvense as condicións revolucionarias.

Durante esta época eu ainda vivia em França, era umha época de grandes crises no nacionalismo galego com expulsons e cisons tanto na UPG como na AN-PG: aparecem a APG, o POG, a já citada UPG l-p, etc. A direcçom da U nom devia fiar-se de mim já que nom me informou do que estava passando e, praticamente, cortárom os contactos comigo. Por tal motivo, considerei-me com direito a aceitar o convite que se me fijo para assitir ao congresso fundacional do PGP e, no mesmo, integrei-me no partido. Meses despois recebim umha carta da direcçom da UPG (curiosamente assinada por Mariano Abalo) comunicando-me a minha expulsom e exigindo-me a entrega do carné recebido no primeiro congresso da U; contestei-na expondo as minhas razons e a minha negativa a devolver um documento ao que me considerava com direito, o meu partido fijo algum uso desta carta cuja cópia lhe fora enviada por mim. Até Setembro de 78 nom me instalaria definitivamente na Galiza concluindo um exílio de dez anos. Para além disso, quando chego instalo-me numha livraria de Viveiro e durante algum tempo serei um militante relativamente isolado, já que som o único da zona e nom estou integrado em nengumha célula. Apesar de nom fazer vida de partido, na minha livraria vende-se e reparte-se o material do PGP e das XUGAs e chegam-me algumhas comunicaçons do partido, mas nom estou ao tanto da vida do mesmo apesar de participar nalgumha reunions -poucas. Porém, conseguirei alguns simpatizantes para o mesmo. A minha vinda a Santiago -em 1983- mudará esta situaçom, mas nessa altura já nom existe o PGP e a minha militáncia será em Galicia Ceibe.

Estes métodos de direcçom nom se aplicavam só na cúpula mas também na base. Um bom exemplo é o ocorrido com Castroviejo. Este companheiro fai umha crítica por escrito sobre o funcionamente do cúmio de zona de Santiago. Imediatamente cortárom-lhe todos os contactos com o partido e vinte dias depois recebe umha breve comunicaçom, apenas meio fólio em que o C.Z de Santiago lhe comunica a sua expulsom por actividades “Objectivamente ánti-Partido”.

 

3.2 O PARTIDO GALEGO DO PROLETARIADO

Em Março de 1978 celebra-se, em Vigo, o congresso anunciado. O Congresso trata-se de fazer com seriedade, serám três dias de debates, também se trata de convidar gente diversa para a clausura, só a zona de Santiago recebe o encargo de convidar Faíscas do Xiabre; Instituto da Língua Galega; Agrupación Cultural “O Eixo”; PEN CLUB (o vicepresidente é Bernardino Graña); os jornalistas Tucho Calvo e Álvarez Pousa e por última Mª X. Queizán detrás de cujo nome há umha curiosa apostila: (esta señora debera entregar con moito tempo a ponencia que ten, seica, pro congreso. Compre asimesmo que se lle indique que,¡por fvor!, teña unha actitude nada rollentosa) O Congresso celebra-se quinta-feira, sexta-feira e sábado da semana de Paixom. O programa será o seguinte: quinta-feira: 4 da tarde, abertura e dissoluçom do Comité Provisório, eleiçom da mesa do Congresso, aprovaçom de umhas normas regulamentares do Congresso e Informe Político: discussom e aprovaçom no que proceder. Sexta-feira: às 8h 30 da manhá: discussom em grupos do rascunho do programa e dos estatutos. Jantar. Pola tarde: Plenário, leitura, discussom e votaçom do Programa e dos estatutos. Sábado: 8 h 30 m. pola manhá eleiçom do Cúmio Central e relatórios. Jantar. 5 da tarde: clausura (discurso do partido, Intervençom dos convidados, Internacional e Hino galego). No Congresso decide-se a mudança de nome do partido e do vozeiro que passa a chamar-se Sempre en Galicia; porém o PGP considera-se herdeiro da tradiçom da UPG afirmando no seu programa O noso Partido naceu en 1.964 e adoptou o nome de “Unión do Pobo Galego”. Nom faltavam razons ao PGP para tal reivindicaçom, já que no congresso constituinte estavam presentes quatro dos membros iniciais da UPG: Luís Soto, Méndez Ferrín, Maria Xosé Queizán e eu próprio, mentres que na UPG só ficava um dos “fundadores”: Bautista Álvarez. O congresso constituiu um autêntico sucesso com a presença de vários centos de pessoas. Nesta altura, o independentismo constituía umha força importante como provam as acçons e mobilizaçons em que participa e a qualidade dos seus vozeiros e publicaçons. Pode-se salientar a campanha perante o referendo constitucional em que o partido chama à abstençom activa e cria os Comités contra a Constitución (CCC), em que se integram anarquistas e outros membros da oposiçom rupturista; o partido critica os partidos galegos que pedem o voto negativo (BNPG) ou em branco (POG) por considerar que aceitam a legalidade espanhola. Em Novembro de 1978 o PGP publica, com os partidos vascos HASI, LAIA e ANV-ESB, um manifesto denunciando o processso da “Reforma” e rejeitando a constituiçom espanhola. Também intenta criar uma organizaçom estudantil por considerar que ERGA caiu no mesmo reformismo da UPG.

O PGP vai insistir umha e outra volta na Aliança Nacionalista de Esquerdas que já postulara a UPG l-p; conseguindo alguns êxitos como a celebraçom de actos conjuntos com o POG e o PSG e a inclusom de membros ou simpatizantes do partido nas listas de Unidade Galega nas municipais de 1979, como conseqüência Paco Torrente, Antom Árias Curto e Xosé Patricio Recamán seriam elegidos concelheiros de Compostela, Monforte e Vila Boa respectivamente. Porém, isto já significou umha mudança de rumo na política municipal do PGP que decidirá montar as CUP (Candidaturas de Unidade Popular) encarregando o programa e a estratégia das mesmas a Marisa Passim. Sem prévio aviso a cúpula do partido, decidiu introduzir militantes em outras candidaturas nacionalistas. O mais parecido às iniciais CUP foi o caso de Melide onde militantes e achegados do partido montam umha candidatura que sob o nome “unidade de vizinhos” alcança grande éxito.

Em política sindical, já em 1976, militantes que logo formariam parte do PGP oponhem-se à criaçom da ING por considerarem que obstaculiza a criaçom da Central Sindical Única Galega (CSUGA); isto ocasionaria a sua expulsom do SOG e da UTEG; em 1977, criada já a UPG l-p, constituiu-se o Movimento Asambleario de Traballadores (MAT) com escassos resultados a nom ser na conflitiva Ascón. Perante esta situaçom elabora-se, em 1978, um Plan de Intervención Sindical que é assumido polo Comité Central e difundido -con carácter confidencial- à militáncia. Neste documento continua-se a defender o objectivo estratétgico de CSUGA que é definida com as seguintas notas:

1- De dirección galega.- Non dependente de calisquer entidade española, o que lle permitirá encadrarse no FLN.

2- De definición socialista e anti-colonial.- Non adscrita a ideoloxías anarcosindicalistas ou autoxestionarias de carácter non leninista e anti-partido.

3- De práctica asamblearia plena.- Non burocrática nen tendente a sustituir a autoridade das masas, representadas pola Asamblea, por grupos organizados de persoas.

4.- De carácter non pactista e non conciliador.- Contraria ao pacto social e a calisquer amolecemento da contradicción fundamental coa burguesía.

A continuaçom di-se que umha vez excluídos da ING os militantes e simpatizantes do PGP, o trabalho de reconversom da mesma resulta impossível e passa-se revista ao resto das centrais e sindicatos de ramo existentes (CCOO, UGT, CSUT, CDT, CNT e USO; SGTE, SGS, SGI, SGTAP e SGTH). Como conseqüência elabora-se um plano que teria como primeiro objectivo: CREAR UNHA SEGUNDA CENTRAL SINDICAL DE DIRECCIÓN GALEGA A PARTIR DUNHA ESPAÑOLA XA EXISTENTE E SINDICATOS DE RAMO; e como obxectivo a longo prazo: FACER CONVERXER A NOVA CENTRAL GALEGA COA ING NA PERSPECTIVA DA CSUGA

Excluem-se CCOO, UGT e CSUT por pactistas e dependentes do PCE, PSOE e PTE; CDT por amarelista e CNT por sectária e espanholista. Ficaria como única alternativa a USO e alguns sindicatos de ramo. Decide-se pois trabalhar dentro de USO e, nos sindicatos de ramo, apoiar o SGTH e recabar mais informaçom sobre SGS, SGI e SGTAP para, em caso favorável, introduzir-se neles e fazê-los confluir todos na nova central. O objectivo ideal seria conseguir a total independência da autónoma USO-Galicia apoiando-se no importante sentimento nacionalista de muitos dos seus militantes. De nom lograr-se isto nom se descartava a ideia de umha cisom que foi o que finalmente se produziu, em 1980, esta cisom nacionalista dará lugar à fundaçom da Confederación Sindical Galega [19] . O PGP terá umha influência notável nesta central e desde o primeiro momento defende a unidade de acçom com a ING para estabelecer um pacto sindical de cara à integraçom orgánica, esta política acaba dando os seus frutos com a unificaçom da INTG (procedente da fusom da ING e a CTG) e a CSG na Intersindical (INTG-CSG) em Setembro de 1982. Pronto surgirám crises no seio da Intersindical e GC joga nelas um papel destacado. No número 6 de Espiral (Setembro-Outubro 1983) fala-se do próximo congresso nos seguintes termos:

No Congreso de Outono vai haber duas posturas defrontadas: Unha cuxo núcleo está formado por militantes de “Galicia Ceibe”-OLN, antigos membros da CTG, autoxestionarios da antiga USO, ANG (ver nota 7), ex-miembros do PSG e outros independentes. Outra formada por militantes da UPG e do Bloque. A marxe, fica, aínda, unha corrente irrelevante e indecisa, inspirada por ex-miembros da UPG (Pedro Luaces) e por EG, cuxo fin parece ser a aceitación do pacto social, a liquidación da definición anticolonial, e a aceitación do Mercado Común: non terán verdadeira incidencia se non se alían coa UPG/Bloque como fixeron en 1976.

A forte personalidade de Ferrín e a sua popularidade figérom com que fosse colhendo a cada mais força dentro do partido. Ocorria isto especialmente em Vigo e em Santiago onde Ferrín agia através de Sara Cid, saltando muitas vezes os cauces orgánicos. Esta política resultaria negativa para o PGP. Isto provocou umha série de expulsons e de abandonos no PGP que nom respondeu às esperanças que nel se pugeram. Estes métodos incorrectos por parte de Ferrín e o seu grupo nom nos devem fazer esquecer o nível de entrega do único intelectual da sua geraçom que passou vários anos no cárcere por defender a independência de Galiza. As suas posturas pudérom ser incorrectas, mas ninguém pode negar a sua entrega e o seu revolucionarismo por muito tingido que estivesse de métodos mais próprios da pequena burguesia que do marxismo.

 



NOTAS

 

[1] Paradoxalmente alguns dos novos membros, como López Suevos ou Bautista Álvarez, acedem ao CC por proposta de “Pepiño”.

[2] Publicaçom interna e reservada, destinada aos membros do partido. Para entender bem a linguagem deste tipo de documentos, tanto do Canle como da sua resposta, há que ter em conta a época em que se escrevêrom, apesar da morte de Franco ainda nom se avançara nada no caminho das liberdades formais, portanto nom se citam nomes nem se dam algumhas informaçons concretas, de fazer-se exististia um sério perigo de repressom se os documentos chegavam a cair nas maos das forças repressivas.

[3] Neste Canle denuciava-se a Alternativa dos traballadores galegos (que pronto mudaria este nome polo Partido Obreiro Galego como umha cisom da UPG pola direita, ainda que se procura umha política de aliança com o mesmo).

[4] Haveria que pontualizar este pormenor já que nem Luís Soto, nem outros podem ser considerados pequeno-burgueses. Nom se deve confundir a origem de classe com a posiçom de classe.

[5] Estám-se referindo à crise que provocou o abandono, ou a expulsom, da AN-PG de umha série de membros que acabárom fundando a APG.

[6] O sublinhado é meu e reproduz, quase literalmente, o começo do Canle 10.

[7] O sublinhado é meu.

[8] O sublinhado e as maiúsculas figuram no original. Quanta prudência... ou quanto burocratismo!

[9] Sublinhado no original.

[10] Correndo o tempo esta fracçom de ETA (os póli-mílis) que está efectivamente construindo o partido EIA, abandonaria a luita armada e unificaria-se com o PC de Euskádi para formar Euskadiko Esquerra. Mentres os chamados mílis fortificariam-se com a a integraçom de muitos dos pertencentes aos Comandos Autónomos e continuariam practicando a luita armada. Mais adiante Euskadiko Esquerra acaba por fusionar-se com o PSOE de Euskádi, tomando o nome de PSOE-Euskadiko Esquerra e hoje membros daquel partido -EIA-, como Juan Mari Bandrés e outros condenam as posiçons independentistas -e mesmo nacionalistas- com grande violéncia.

[11] Contudo no mesmo número publica-se o poema Union do Pobo Galego assinado polo heterónimo de Ferrín, Heriberto Bens. Esta colaboraçom dá a entender que as negociaçons entre ambos os grupos deviam estar bastante avançadas.

[12] Ignoro, ainda que suspeito, porque escolhem o número 39 para começarem a sua numeraçom particular. O número 39 da UPG “oficial” está quase integramente dedicado ao Dia da Patria. Reproduzo o seu índice:

EDITORIAL: O DIA DA PATRIA GALEGA   1

ENCOL DA AMNISTIA. (Comunicado da Unión do Pobo Galego)             3

O Día da Patria Galega na rúa   4

Informe.- Día da Patria Galega   5

Un novo crime da Oligarquía española      7

MONCHO REBOIRAS: ¡A LOITA CONTINUA!             8

No exemplar que possuo, faltam as páginas 7 e 8. O contido da última suponho que será o mesmo ou muito semelhante ao que figura na derradeira página do número 15 de Galicia emigrante. A meu entender, é um número exclusivamente patriótico a nom ser que o artigo Un novo crime da oligarquía franquista modere algo esta situaçom, mesmo assi o número fica claramente escorado do lado patriótico.

[13] Compañeiro e Amigo Lector. Terra e Tempo n. 39. Maio 1977.

[14] No original utiliza-se o itálico para salientar algumhas frases e palavras. Como eu uso o itálico para citar, sublinhei as palavras que no original venhem em itálico.

[15] Resulta curiosa esta aliança entre a UPG e o PGSD que tinha mais de democrata-cristao que de social-democrata. Aliás o dirigente mais conhecido do PGSD era José Luís Fontenla Rodríguez, inimigo furibundo da UPG nos seus inícios e mesmo antes já que foi um dos pricipais responsáveis pola expulsom do Conselho da Mocidade dos elementos esquerdistas, esta expulsom supujo a morte do Conselho.

[16] Veja-se integramente reproduzido no anexo documental deste mesmo volume.]

[17] Com este nome, que fijo fortuna, designavam-se os dirigentes da UPG.

[18] Xosé González (“Pepiño”) deixaria muito antes a actividade política.

[19] Xesus Seixo, no trabalho “Organizacións de masas e conflictividade social na Galiza” (Terra e tempo, n. 12, segunda etapa, Set-Dez 1999) silencia o papel do PGP e di que a CSG aparece da mao do PSG.

 

DA CRISE NO COMITÉ CENTRAL DA UPG EM 1976 À CISOM DA FPG EM 1989 ( PARTE SEGUNDA)

 

Voltar ao índice