ACÇONS QUE "DEVEM SER
FEITAS" E QUE "NO DEVEM SER FEITAS". HO CHI MINH. 1948
A naçom descansa no povo.
Para a resistência e a
reconstruçom nacionais, as forças essenciais residem no povo. Por isso, nas suas
relaçons ou a sua vida comum com o povo, todos os combatentes do exército,
todos os quadros, quer trabalhem nos organismos do governo, quer nas
organizaçons populares, devem lembrar e pôr em prática estes doze pontos:
Seis acçons que “nom devem
ser feitas”
1. Nom fazer
nada que puder prejudicar as ortas, terrenos e culturas da populaçom; nom sujar
nem danificar as suas casas e os seus imóveis.
2. Nom
insistir de mais em comprar ou pedir o que a gente nom quer vender nem
emprestar.
3.
Nom levar aves vivas à casa dos nossos compatriotas
montanheses[1].
4.
Nom faltar nunca à nossa palavra.
5.
Nom atentar contra as crenças ou costumes populares, nom
deitar-se ante o altar dos antepassados, nom pôr os pés sobre o lar, nom tocar
música em casa, etc.
6.
Nom fazer nem dizer nada que puder fazer acreditar aos
habitantes que os desprezamos.
Seis
acçons que "devem ser feitas"
1. Ajudar
efectivamente a populaçom nos seus trabalhos quotidianos (colheita, recolha de
lenha, transporte de água, consertos,...)
2. De acordo
com as suas possibilidades, realizar compras para a gente que mora longe do
mercado (comprar-lhe facas, sal, agulhas, fio, penas, papel,...)
3. Nas horas
de lazer, contar anedotas alegres, simples e úteis par a resistência, sem
atraiçoar os segredos da defesa nacional.
4. Ensinar o
alfabeto e as noçons da higiene mais simples.
5. Estudar os
costumes regionais para compreendê-los bem, em primeiro lugar para ganhar a
simpatia dos habitantes, logo a seguir para explicar-lhes a pouco e pouco por
que é que é conveniente ser-se menos supersticioso.
6. Fazer
sentir à populaçom que somos sérios, trabalhadores, disciplinados
Poema de propaganda:
Nestes doze pontos
Por acaso há algo de extraordinário?
Todo aquele que for um bocado patriota
Nom os esquecerá.
Fagamos deles um hábito
Para todos e cada um.
Um povo e um exército valorosos
Nom conhecem nada impossível.
A raiz torna sólida a árvore,
O palácio de toda vitória
É construído sobre o povo inteiro.
[1] Entre as
minorias nacionais, o costume proíbe introduzir um galo (ou um polo) vivo em
casa, por medo a que um trasgo meléfico esteja oculto no animal. Ao invés, a
música pode fazer sair os “bons espíritos” que protegem o lar.